domingo, 31 de maio de 2009

Man on the Moon



A small step for man, but a giant leap for Mankind.

O mundo viu estas palavras em directo, a serem proferidas a mais de 380mil km de distância. Foram ditas enquanto pisava o fino pó lunar que Galileu Galilei tinha visto há mais de 500 anos atrás. Foram ditas enquanto o mundo via o primeiro ser humano a caminhar em terrenos anteriormente exclusivos dos Deuses. Foram ditas enquanto passeava noutro corpo celeste.

A Lua.

Durante toda a existência humana sempre fascinou os olhares e a imaginação do homem. A mais antiga representação da Lua feita por mãos humanas data de há mais de 5 mil anos atrás. Desde de então a Lua foi alvo de todas as fontes de arte, desde a literatura, passando pela pintura, até à mais primitiva imaginação humana.

Desde os antigos gregos, há cerca de 2500 anos atrás, como Anaxagoras que entendiam que a lua era uma "esfera sólida" que reflectia a luz solar até a Aristóteles que definiu a Lua como a fronteira entre a Terra e as "estrelas".
Em 1609, Galileu Galilei, do seu observatório em Padova, onde tive oportunidade de visitar, viu através do seu telescópio que a Lua tinha montanhas e crateras contrariando a crença popular de que a Lua era lisa e macia.

Acima de tudo isto, a Lua sempre teve uma um lado desconhecido. Devido ao baile entre a sua rotação e a rotação da Terra, é impossível para qualquer criatura terrestre, contemplar uma parte da Lua. A chamada face oculta da Lua. Só apenas nos anos 60 foi possível tirar fotos, por satélite, desse lado incógnito ao olhar humano.

Durante os 30 mil anos que a Humanidade tem de existência, durante o fascínio do Homem ao contemplar a Lua, sentado na sua gruta, sentado no topo de uma montanha, sentado junto ao mar...

...durante a existência de todos os povos e culturas, desde os antigos primitivos que usavam a Lua para caçar, desde os antigos Gregos que suspiraram palavras de poesia e fascínio, desde os Romanos que marchavam por essa Europa fora tendo a Lua como sua única companhia nas eternas noites de batalha, desde à Idade Média que viu Leonardo da Vinci passear nos corredores da sua casa em Florença e a pintar o quadro da Mona Lisa, desde Edison que inventou a lâmpada e que permitiu à Humanidade deixar como recordação as infinitas noites em que teve que andar sob a luz incessante e eterna lunar a iluminar os bosques e entremeios escuros...

...durante esses 30 mil anos que o Homem sonha com a Lua...

...tiveram o seu auge, quando um da nossa espécie, teve o privilégio de pisar esse lugar onde os sonhos são feitos...

Para além de todo o fascínio que esse evento possa ter trazido, o mais importante foi ver a Humanidade a alcançar e ultrapassar metas impossíveis. Pela primeira vez tocámos ao de leve no Espaço e fomos mais além...caminhando entre os deuses...


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Fotos que mudaram o mundo...

Novamente uma amiga minha mandou-me um mail interessante.

Tratava-se das 12 fotos que mudaram o mundo.

Vou colocar aqui as 12 fotos, acompanhadas pela contextualização histórica-cultural fornecida pelo mail (na sua linguagem/ortografia brasileira). Não sei se está correcta ou não. Aviso também que há imagens que chocam o olhar mais sensível. Mas o mundo é mesmo assim, cruel.


Ernesto "Che" Guevara

Diapositivo 2

A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois.

O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).



Agonia de Omayra

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985. Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam.

Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.

O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota.

Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.


Espreitando a morte

Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro. A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota.Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.



O homem do tanque de Tianammen


Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido", esta foi a alcunha que foi atribuído a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na República Popular Chinesa. A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão.



O beijo do Hotel de Ville

Diapositivo 10

Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão.

Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma cópia da foto como agradecimento. Cerca de 55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.


The falling man

Diapositivo 14


The Falling Man é o título de uma fotografia tirada por Richard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres. A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos setores da opinião pública norte-americana. Ato seguido, a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício. Ah sim... Mas eles passaram exaustivamente na TV a morte de Saddam...


Protesto Silencioso


Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.


Triunfo dos Aliados


Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio.





Protegendo a cria


Uma mãe atravessa um rio no Vietnam, fugindo e protegendo os seus filhos de um bombardeamento na vila onde vivia.


Necessidade


Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas de um grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura as calças do pai antes dele ser enterrado.


Menina do Vietnam


Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.

Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.


Execução em Saigão


"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara? - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em um de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong. Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.


O olhar


Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética. A sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de 1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo.


O beijo em Times Square


Diapositivo 26

O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se. A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.


Eu acho no entanto que há aqui fotos que não sei se deveriam estar nesta lista. Reparem nas seguintes:




Soldados a levantar a bandeira dos EUA no topo da montanha Suribachi durante a batalha de Iwo Jima durante a Segunda Guerra Mundial, no dia 23 de Fevereiro de 1945.



a A Lenda do monstro de Loch Ness já existia desde o ano 565, mas foi em 1935 que ganhou vida através da imagem. Foi nesse momento que Loch Ness passou a existir no mapa. Foi graças a esta fotografia que correu o mundo e as mentes dos crentes. Mas a lenda acabou em 1994 quando Christian Spurling admitiou que ele e o pai fizeram um monstro de madeira e tiraram a foto.



A foto que mudou o mundo e o Universo. Falarei nela noutro post.



Talvez a personalidade mais reconhecida no mundo inteiro. A face que todos apelidamos de génio. Considerada pela revista Times como a personalidade do século XX. Em termos pessoais e atendendo ao impacto mundial no século XX, teria que colocar, irónicamente o génio de Einstein ao lado do génio demoniaco de Adolf Hitler. Ambos são simbolos opostos, mas que são reconhecidos em todos os cantos do planeta e que mais influênciaram o rumo da Humanidade no século XX.

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

fail clips

E já que estou numa de "youtubes" deixo-vos aqui 3 engraçados curtos clips.






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Ganda Baessa!!


james randi

Baessa: looooooooool
este randi é o maior
agora ta aki uma otaria a falar e ele fez um sorriso mmo à porco

Eu: looooooooooooooooooooooool

Baessa: a pensar k a camara n tava apontar pa ele

Eu: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOL mostra

Baessa: e depois viu e pos uma cara seria
oh pa lindo
pera n
loooooooooooooooool
looooooooooooooooooooooooooooool
puto o gajo arrotou

Eu: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL



(ver apenas os 30s que vão desde os 4min 30s até aos 5min)

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os pimentos do Marek...

E porque me esqueci de as publicar na altura indicada, cá vão apenas 3 fotos que me fazem recordar com saudade uma jantarada que se teve aqui em casa, na companhia de boa família (e amigos) num tom tuga e inglês. Durou até altas horas da noite sem que ninguém arredasse pé da mesa.

A jantarada começou na cozinha com a elaboração de um pitéu de requinte elevado. Lembro-me que comecei a preparar as coisas com o meu tio e à medida que ia necessitando dos ingredientes, abria o armário e via que não estavam lá. Foram precisos três telefonemas aos meus primos e miúda para regressarem ao supermercado para me comprarem o que precisava...

A minha tia Paula estava a tentar ensinar Inglês ao Máximo que se encontrava cheio de dúvidas e viu uma oportunidade de ouro em ter ali uma professora de Inglês ao seu dispor. Lá conseguiu esclarecer todas as dúvidas.

O meu primo Francisco falava com a minha miúda sobre tudo e mais qualquer coisa.

Entretanto recordo-me de estar eu, o meu tio Paulo e o meu primo Bernardo a cozinhar e chegar o Marek com 2 pimentos assim do nada. A princípio devo confessar que torcemos o nariz à ideia de juntar pimentos a uma espécie de "strogonoff". Mas lá colocámos os pimentos, brilhantemente dissecados pelo Bernardo e devo admitir que até combinaram muito bem no prato final.

As fotos são da autoria do Marek que nos apanhou no momento de team-work.
De reparar no pano no meu ombro a indicar claramente brutal mestria culinária (porque até se vê nas fotos quem é que está realmente a cozinhar).







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What?

O que é isto?
Já tinha visto o vídeo graças ao génio incansável pesquisador da Marta. Mas tenho que apelar às mais altas esferas políticas para criar uma lei que nos permita a nós, Homo sapiens sapiens (excluo o Santana Lopes), abater (ou empalar) pessoas da mesma espécie (Homo rabetas rabetas) que aparecem no seguinte vídeo.

Aceitam-se assinaturas.


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Barbecue II

Já que estou numa onda de escrever posts atrás de posts (para compensar a falta de actualização) meto aqui algumas fotos da passada segunda feira, onde esteve um dia porreiro e comeu-se lá fora, no grande pátio de trás onde temos uma florestas com tigres e tudo. Não é a primeira vez que fazemos isto. Já tivemos pequeno-almoços/almoços/lanches lá fora porque o tempo já nos está a começar a permitir com alguma frequência esse luxo.


Os "jardins suspensos" da mansão




O almoço que preparei (pasta italiana)




A foto de família



Sabiamente a taparem o mais feio


Para o jantar, eu assumi o mais que natural papel de homem e acendi as brasas (com as mãos) que permitiram realizar um barbecue do catano. Malhámos umas belas pernas de frango, salsichas e espetadas.






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Ser crítico é ser....inútil



O que é preciso para se ser um crítico?

É que se há coisa que odeio é de ver manadas de gente a curvarem-se perante a palavra (dogmática) dos críticos. Sejam eles críticos de cinema, literatura, culinária ou apenas de fezes bovinas. Devo admitir que por vezes sigo o que é aclamado positivamente pela crítica. O post anterior é exemplo disso. Mas nesse caso concreto, a crítica é avassaladora.

Mas eu falo é dos críticos de cinema, porque é uma área onde jogo bastante bem. Gosto de opinar sobre os filmes e até gosto de dar uma classificação embora me seja extremamente difícil avaliar um filme, especialmente quando o faço aqui no blog. Porque sei que há pessoas que não vão gostar e outras que vão adorar. Sei isto, porque conheço algumas (de entre as milhares) pessoas que lêem o blog. Mas mesmo quando me perguntam o que eu acho de determinado filme, sinto-me mal por tentar avaliar um filme, porque sei que vou estar a criar expectativas (altas ou baixas, mediante o caso) na mente da pessoa que nunca viu tal filme.

Assim, fico bastante f*dido quando vejo os críticos no Público ou noutro sítio nojento qualquer atribuirem estrelinhas aos filmes. Com base em quê? Quais são os critérios? Não será a área mais subjectiva para se avaliar algo?

Mas devo confessar que sempre me meteu confusão e frustração neste "senso comum" do que é bom de se ver, ler, ou apreciar e no que se é mau. Falo por exemplo de obras literárias, não de prosa, mas poética.

Lembro-me de andar no Secundário e andar a ler poemas de Fernando Pessoa e dos seus inúmeros amigos imaginários, entenda-se pseudônimos, tipo Alberto Caeiro e assim. Sempre me foi incutido que tal poema "deve ser lido" de tal forma. A interpretação deve ser feita segundo aquela perspectiva. Mas ao mesmo tempo diziam-me que a interpretação (de poemas) era altamente subjectiva.

Catano!

Então dizem-me que tenho a liberdade de interpretar as palavras escritas da maneira como quero, mas quando vou a expôr a minha interpretação, sou de imediato chamado atenção que não está correcta e que devo seguir o caminho que os "manuais" escritos pelos devidos "especialistas" expôem.
É como quando li uma vez um especialista literário afirmar que a maneira de escrever de Saramago está "ortograficamente correcta".

Hã?
O quê?

Então se eu escrever num teste com maiúsculas e minúsculas "à maneira do freguês" será que saio impune? Claro que não. Levo com uma nega e chumbo na cadeira. No entanto, o génio de Saramago consegue criar uma maneira de curvar as Leis, não da Fisica, mas da Escrita Portuguesa e sair impune. Está mal.



Admito, como o disse acima, que todos nós gostamos de opinar. Gostamos de dizer aos outros o que achamos e pensamos que temos sempre razão. É natural. E as vezes os críticos gostam de ser do contra. Como é o exemplo do crítico no Público que afirmou que "Slumdog Millionaire" era uma trampa. Fica fino mandarem-se arrotos destes. Faz figura.

Eu pessoalmente sempre demonstrei o meu desagrado pela trilogia "O Senhor dos Anéis". Mas tenho pessoas que me comem vivo quando me ouvem a dizer mal dos filmes. Mas para mim, olhar para um balde de vomitado fazia-me mais feliz do que perder 9 horas da minha vida a ver uma cambada de gajos, com nomes estranhos, a viverem em lugares ainda mais estranhos, a lutarem contra um Olho maquiavélico. E entretanto ganha milhares de oscars e a crítica adora e recomenda vivamente.

Creio que a crítica é útil, mas ainda assim não sei o que é preciso mostrar para se tornar num crítico. Ver muitos filmes? Ler muitos livros? Comer bastante? Ver quadros e decidir que uma tela branca é arte (como vi no Museu de Arte Moderna em Paris exposto)? Sempre que leio os críticos da televisão é que fico feliz. Gente que deve passar horas sentada no sofá a ver televisão e depois escreve um texto mediante o sentimento que determinado programa causou em si. Já estou a ver eu um gajo, de gola alta preta, de óculos, recluso no seu canto, na sua sala escura, apenas decorada com quadros altamente não-mainstream, com um bloco de notas e um televisor à sua frente a ver o programa da tarde da TVI e apontar tudo o que sente. No fim é pago para imprimir a sua crítica no jornal.


A "arte" dos salpicos de Pollock

Para mim é sempre algo bicudo quando se entra com autoridade suficiente para proclamar que "aquilo" é bom e "aquilo" é mau. Somos muito subjectivos, entenda-se diferentes, em termos de personalidade para nos assumirmos como uma maré de gente igual.

Temos gostos similares, mas com detalhes sublimes e específicos que fazem toda a diferença...

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Watchmen



Não sou fã de comic books.
Sempre tive um herói quando era puto e inocente. Era o grande Superman. Ele fazia tudo catano. Disparava raios pelos olhos, voava, era forte e bastavam-lhe um par de óculos para se camuflar no meio da multidão como Clark Kent. Nunca ninguém reparava nele, nem suspeitavam que ele seria o Superman. Nem mesmo naqueles dias de calor de Verão, em que o pobre Kent tinha que usar um fato em cima do seu uniforme, capa e botas (sim, ele usava botas debaixo dos sapatos italianos).

No entanto, há uns tempos atrás, ouvi um murmurinho que foi aumentando com o passar do tempo para um barulho quase ensurdecedor. Tratava-se da adaptação cinematográfica do novel comic book - Watchmen.

Para quem não está dentro deste assunto, como eu, não sabe do que é que se trata.
Pois bem. Não desesperem que eu escrevo isto para vos iluminar.

Watchmen é um livro de banda desenhada e de acordo com a revista Times, entra na lista 100 dos melhores livros alguma vez escritos. Foi este um dos pontos que me chamou atenção. Creio que dessa lista, Watchmen é a única banda desenhada a lá entrar...
Para resumir, as críticas são enormes e positivas, declarando esta obra literária como um marco histórico e revolucionário no mundo da escrita dos comics.
Os criadores da aclamada série LOST, J.J. Abrams e Damon Lindelof, sempre "assumiram o quanto devem a esta obra-prima da literatura e da arte contemporânea, a enorme influência que tem no seu trabalho". Não espanta por isso que me tenha suscitado algum interesse ler o raio do livro.

Eu, ignorante como sou, não tinha grande conhecimento, embora tivesse ouvido falar há uns anos atrás. Devo confessar que as únicas bandas desenhadas que leio e que irei morrer a ler são os chamados "patinhas". Quando era miúdo, consumia esses livrinhos com o Tio Patinhas, o Peninha, o Donald e Co. como se não houvesse amanhã. Ainda me lembro das versões (as melhores) em brasileiro. O tipo de papel, a cor, o detalhe... Tudo muito nostálgico...

A coisa dos comic books, dos heróis, é que no fim do dia é uma confusão do catano. Uns trepam paredes e têm como inimigo aquele gajo, o outro voa (como os outros 50 heróis) e tem como inimigo um outro gajo, depois ainda há outro que anda só de noite vestido de morcego a tentar capturar vilões tipo pinguins ou jokers. E depois todos ganham poderes através do contacto com materiais altamente radioactivos. É curioso nunca ninguém apanhar brutal cancro mas sim poderes tipo voar e mandar raios pelos olhos. É muita fantasia para mim.
Prefiro ver patos a falarem uns com os outros...

Lá comprei o livro. Demorei alguns dias para o ler, porque não me agarrou. Fui lendo com calma.
O fim está interessante. Um twist porreiro. Ficamos a pensar na história durante algum tempo após o termos pousado porque a nível de história está muito bom. Tem um enredo que muitos filmes oscarizados não têm. Fala sobre a relação humana e a compreensão do que é o poder e o que é prioritário na vida. Tem fantasia, mas contida. Entrar no universo de WATCHMEN é conhecer heróis falíveis, em final de carreira, barrigudos, marginais, perseguidos, ilegais. Não aos lotes. Não há nada gratuito na novela. Tudo tem uma razão, até mesmo o silêncio que as imagens transmitem. Deixa-nos a pensar num "Se..." bastante inquietante.
Marco histórico no mundo da banda-desenhada? Não sei, mas também quem sou eu para estar aqui a classificar coisas de mundos a que não pertenço...

Falemos agora na parte cinematográfica.
Um dos autores, Alan Moore, é o responsável por duas obras já transformadas em filmes. São elas:

V from Vendetta
League of Extraordinary Gentlemen

Ainda gostei e recomendo o V for Vendetta, mas o outro não presta.
No entanto, é curioso ver que Alan Moore nunca quis ter nada a ver com a adaptação cinematográfica das suas obras. Na perspectiva dele, as histórias escritas em formato banda-desenhada não podem ser adaptadas/traduzidas para o meio cinematográfico, especialmente porque não se dá valor aos microscópicos detalhes significativos mas imperceptíveis que se perdem em prol dos grandes efeitos especiais que os estúdios de Hollywood vêem como a porta para os grandes lucros.




Este é Alan Moore

Então, Moore recusou-se a participar na elaboração da que foi aclamada a mais difícil adaptação ao cinema. Ainda hoje recusa-se a ver o filme. Como FHF a chama: "O Santo Graal das Adaptações de Comics".

Ainda não vi o filme. Mas dizem-me que é fiel à obra literária. Deste modo, recomendo a todos. Lembrem-se que esta amiga aparece lá. E só isso vale a pena...


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Anatomia Neuronal

Filmei este pequeno vídeo quando fui ao Museu de História Natural em Londres.
Sim, eu vou a sítios com estilo.

Ora bem. O seguinte vídeo trata-se da "anatomia nervosa motora-sensorial" do corpo humano.
Do lado direito verão a parte motora. Isto é, a parte onde existem mais terminações e "equipamento neuronal" para comandar as partes do corpo. Verão que a quantidade de "nervos" é directamente proporcional ao tamanho das partes do corpo. Assim, por exemplo, as mãos necessitam de muito "material nervoso/neuronal" para serem comandadas com destreza, tal como sucede com os lábios.

Do lado esquerdo verão a parte sensorial. À semelhança com a parte motora, aqui são mostradas as partes do corpo que necessitam e têm mais "material nervoso/neuronal" que permitam uma maior sensibilidade. Mais uma vez o rácio tamanho da parte do corpo/"material neuronal" é respeitado.

Atentem então às diferenças entre as duas componentes do mesmo sistema...




(com som)

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Star Trek Smell...

É infantil. Eu sei.
Mas comigo resulta e conseguiu-me por a rir.
Vale a pena a entrada no blog.


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domingo, 24 de maio de 2009

Moura Guedes K.O.


Estava a jogar xadrez online com um amigo meu (no qual suspeito seriamente que irei perder), quando um outro amigo meu, o Renato, mandou-me um link. Trata-se de um vídeo onde podemos ver uma batalha épica. Só tenho pena, tal como o Renato o disse "de não ver o Jornal da TVI à sexta" e ter perdido esta pérola ao vivo.

Trata-se do Bastonário da Ordem dos Advogados a dizer umas quantas à "rameira", peço desculpa, à "jornalista" Manuela Moura Guedes. Não sei o motivo do convite, nem sei se o Marinho Pinto é um gajo honesto ou não. Não me cabe a mim decidir sobre isso. Cabe-me desancar o focinho nojento da Manuela Moura Guedes e do nojento Jornal da TVI.

Por isso mostro-vos o que não deve ser novidade por aí...mas cá vai...


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

The Village



Creio que foi na passada terça-feira que vi um dos filmes que mais curti ver no cinema. Um filme que me deixou agarrado à cadeira devido ao suspense. Um filme com uma história de amor e suspense que nos faz pensar muito após os créditos finais terem rolado...

The Village é uma obra do grande realizador M. Night Shyamalan que se caracteriza pelos inesperados twists finais. Não se deixem enganar pela crítica e vão por mim. Vejam este filme.
A banda sonora desempenha aqui um papel tão importante como o dos intervenientes. A autoria é do mestre James Newton Howard que compôs o que é para mim a melhor banda sonora de todos os tempos: a do filme "Meet Joe Black".

De reparar que o clímax da cena seguinte (que é para mim a melhor cena do filme) tem como fundo as mãos mágicas da prodigiosa violinista Hilary Hahn carregando a cena com uma atmosfera electrificante e intensa.

Visto assim no YouTube não tem tanta piada e perde-se o suspense, por isso, sejam livres de fazer o que quiserem.

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Corrupção...



No post sobre o Sócrates, tinha escrito lá pelo meio daquela "tese" os requerimentos e princípios para se ser corrupto. Comecei no entanto a divagar sobre a corrupção (alegada) do Sócrates e do resto da família.

Decidi retirar então toda a informação acerca da corrupção e criar um post só dedicado a ela.

Nos dias que correm hoje, ou melhor, desde sempre que político foi sinónimo de corrupto, mentiroso, ladrão e gatuno. Não digo o contrário. Aliás, concordo 100%.

E deixem-me dizer porque é que concordo. Porque simplesmente "um bom policia, é um policia morto". Apliquem aquele ditado na política e vêem que é o mesmo. Ninguém, no mundo da política, consegue sobreviver sem ter o apoio e o suporte de uma rede de amigos consideravelmente importantes e com peso. E não é a impôr leis e impostos aos poderosos que se fazem amigos. A política é mesmo isso: um jogo onde quem tem mais amigos, ganha! Todo o político precisa do maior número de votos possível para ser um político de sucesso. E está disposto a tudo. A prometer favores ilegais a empresas que o apoiem. Porque sabe que quando ocupar um lugar no poder, vai poder influênciar decisões, decisões essas que tendem a beneficiá-lo ou aos amigos. Vai poder desviar dinheiro para o bolso, porque vai poder decidir quem é que constroi e aonde. Porque vai poder decidir quem é que "sobrevive" e quem é que "desaparece". E isso traz-lhe muito dinheiro... Por isso é que depois, passados uns anos, todos os casos de corrupção estão quase inevitavelmente ligados a políticos. Mas nunca ninguém vai preso.

Então o que é que um político tem que fazer para ganhar o maior número de votos do povo? Eu digo-vos:
1 -Mentir com os dentes todos. Um político que diga que não consegue tapar um buraco fiscal, está lixado porque logo aparecem 50 políticos que vão dizer que conseguem (mesmo que seja impossível). Um político tem que dizer que vai fazer diminuir o desemprego, aumentar os salários, ser amigo do ambiente, aumentar a segurança, melhorar o ensino e a saúde e, se ainda tiver tempo, colocar um sorriso na boca de todos.
2- Ter o maior número de amigos possíveis. E esses amigos têm que ser poderosos e ter interesses. O político não quer ser amigo das velhas que vê e dá beijinho nas feiras populares, nem quer ser amigo do mecânico lá da rua, a menos que esse mecânico seja uma peça fulcral para convencer um grupo de pessoas a votar nele. O verdadeiro político quer é ser amigo daqueles que têm poder, e poder = dinheiro. Logo, os políticos querem aproximar-se dos ricos poderosos, esses que pagam as suas campanhas, esses que são um grupo de peso, para que no futuro, caso o político venha a ganhar as eleições , possam usá-lo para obter mais poder, para obter leis favoráveis ao seu crescimento económico. No caso dos EUA, a coisa ainda é mais preta, porque para fazer uma campanha, são precisos milhões de dólares (a de Obama ficou a mais de 500 milhões, tal como Mccain). E esse dinheiro tem que vir de algum lado. A NRA (associação de armas americana) frequentemente apoia os candidatos republicanos (que apoiam sempre o uso livre de armas de qualquer cidadão). Ao dar dinheiro para a campanha dos repúblicanos, aumentam a hipotese de ter um presidente repúblicano no poder e continuar assim aumentar os seus lucros. O mesmo acontece para o lado dos democratas, mas com outro tipo de empresas/interesses. Por isso é que um candidato presidêncial tem que prometer favores aos lobbys mais poderoso, para poder contar com o seu apoio para entrar na Casa Branca. Quando lá chega, os favores começam a ser cobrados, e por isso é que as coisas não andam para a frente.
Dou-vos também outro caso de amizades. É o caso da Oprah e de Obama. Há um estudo científico que indica que o apoio de Oprah ao candidato Obama veio a trazer-lhe mais de um milhão de votos.

3- Ser corrupto.

Quem respeitar estas três Leis, só precisa de carisma e presença para ter sucesso na carreira política. E carisma e presença já se cria com o photoshop, maquilhagem, telepontos e linguagem gestual/corporal previamente estudada.

Vamos ver o exemplo do nosso caro amigo Santana Lopes. Este dito Doutor respeita e sempre respeitará a primeira lei: mentir. Desde mentir sobre o número real do défice do país, até ao mentir sobre tudo aquilo que prometeu aos portugueses acerca do desemprego, crescimento económico ("desapertem o cinto", dizia ele) e outros assuntos variados.
Respeitou a segunda lei (mas com insucesso) ao colocar um cartaz de propaganda nas ruas em que mostrava ele no centro com figuras de peso do PSD ao seu lado, como Francisco Sá Carneiro, Cavaco Silva e Pinto Balsemão. O Cavaco Silva (já a piscar o olho à Presidência da República) prontamente veio a exigir que fosse retirado o nome/figura dele do cartaz, não mostrando apoio/confiança na candidatura de Santana ao Governo em 2005. Santana bem tentou respeitar a segunda lei, mas é necessário ter amigos que possam tirar proveito egoísta da eleição do candidato político. Se o candidato não valer nada e não tiver a mínima hipótese de ganhar, então mas vale ficar quieto e não arrastar o nome para a lama juntamente com o candidato e ficar assim queimado para o futuro. Santana respeitou a terceira lei enquanto esteve no poder. O ser corrupto diz respeito a que quando um político está no poder, é do seu interesse fechar os olhos a negócios menos legais, ou a criar leis/aprovar projectos que beneficiem grandes empresas, para que caso for necessário tirar umas "férias da política", ir até uma dessas empresas que ajudou enquanto esteve no poder, e ocupar um cargo de director, mesmo sem tendo qualquer competência para o cargo. Por isso é que vemos as mesmas caras a rodar de posto. Uns estão encarregues de comissões, outros são directores de empresas públicas ou privadas, ganhando balúrdios por ano. Parece aquele jogo das cadeiras, em que um número de pessoas tem que andar à volta das cadeiras até a música parar e tentar sentar-se numa cadeira, ficando obrigatoriamente uma pessoa de fora. A diferença é que o número de cadeiras é igual ao número de pessoas e as pessoas são sempre as mesmas. Não há hipotese para inovação ou mudança de pessoas.

Lembram-se do Santana Lopes na Camara Municipal de Lisboa, antes de ir para o Governo (quando Durão Barroso fugiu para a "Europa")? Pois bem, Santana Lopes parece não morrer. Após ter estado na CM de Lisboa onde deixou um buraco fiscal maior que o buraco do Ozono (em que é agora que o pobre António Costa tenta tapar com tudo o que tem à mão) foi para o Governo. No Governo foi "despedido" pelo Presidente da República e tentou concorrer novamente para o posto de onde foi demitido por incompetência.
Corajoso.
Burro, mas corajoso.

Queimou-se e perdeu as eleições. Retirou-se da cena política, juntamente com o seu compincha, o Paulo Portas, mas passado ano e meio voltou à carga e ocupou o cargo onde era a voz do PSD no parlamento. Mas quando viu uma janela para se candidatar à presidência da Camara de Lisboa, retira-se do parlamento. Vejam lá que no passado foge da Camara de Lisboa deixando um buraco fiscal enorme e agora, "porque Lisboa precisa de um líder", volta a candidatar-se. Muito bom. O giro é que por Portugal, um gatuno camelo como ele pode ganhar. Uma cabra como a Fátima Felgueiras que foge para o Brasil e que tem como justificação: "porque sou inocente", não merece mais do que um belo conjunto de pedras atiradas ao focinho. No entanto, o contrário acontece quando volta no momento das eleições e é recebida com aplausos do povo (povo esse ignorante e estupido a quem a sua heroína roubou sem remorsos) que acaba por a eleger novamente. As Leis que regem essa mentalidade nos portugueses ainda me é desconhecida. Mas estou a trabalhar no assunto para as desvendar...



E Sócrates bem pode ser corrupto, como todos os políticos o são.

Mas agora questiono o seguinte: quem não é corrupto naquele mundo? Quem é que de nós não iria ajudar um familiar nosso arranjar um emprego na função pública? A tentar fazer um negócio da china porque se encontra em situação privilegiada? A tentar esconder dados do público para manter o seu status político e manter assim o poder. Porque no fundo o que todos andamos atrás é do poder. É isso que nos move. E a corrupção é o caminho fácil a percorrer.
Todos nós tentamos dobrar e contornar a lei sempre que podemos. Desde as reformas devido a invalidez até ao simples facto de trazer resmas de papel de impressora do escritório para casa. Toda a gente sabe qual é o caminho CORRECTO a percorrer. O problema é que o caminho CORRECTO é o mais difícil de percorrer. Por isso é que o nosso povo parece ter um gene que nos aconselha a percorrer o caminho mais fácil que por sua vez não é o mais correcto.

No fundo, o poder alicia-nos e seduz-nos. Com o poder temos acesso ao que o comum dos mortais não tem... e isso dá-nos exclusividade...

...somos assim Deuses no meio de mortais...


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