segunda-feira, 29 de junho de 2009

Man in the Mirror

Estava a falar com uma amiga minha aqui de Cambridge e mostrei-lhe 2 vídeos que agora partilho com vocês. Um vi-o pela primeira vez. O outro já o tinha vista há mais de 17 anos.

O primeiro é um gozo do Jay Leno a uma "entrevista" ao Michael Jackson.
Está porreiro.



O outro é um velhinho vídeo que costumava ver no youtube várias vezes porque me faz recordar os tempos em que tinha 8 anos e via incessantemente uma cassete VHS de um concerto em Bucareste que o Michael Jackson tinha lá dado em 92. Transmitiram esse concerto na RTP2 na altura em que ele veio a Portugal actuar. Creio que a voz-off era o Rui Unas e tudo.

É bom lembrar-me dessas coisas porque curtia imenso por a o vídeo a rodar e pausar a imagem para ver se conseguia imitar os passes de dança. O Moonwalk era coisa obrigatória para mim e só parei quando as meias já estavam rasgadas e a pele a sangrar.

Adorava ver e rever o vídeo, tantas vezes que começou a estragar-se. Mas creio que ainda tenho essa cassete lá em casa perdida. Agora tenho esse concerto em DVD mas a magia perdeu-se "like tears in the rain".

17 anos é muito tempo e passaram a voar. Mas creio que ainda dou um jeito no Moonwalk.
Seja como for, durante estes meses aqui em Inglaterra, vi várias vezes o seguinte clip, porque era a música final desse concerto de 92 em Bucareste (Roménia) e gosto de o ver e ouvir (até converti o vídeo para música) porque está cheio de energia e ritmo. Dá um certo ânimo à alma e é isso que me agrada. Começo o dia melhor e tudo. É como um bom pequeno almoço. Estes eram os tempos em que Michael Jackson era realmente o Rei da Pop.

Do melhor mesmo é a parte final do clip, onde o gajo passa-se e começa a improvisar assim estilo Gospel Pop em que o ritmo não pára. Fe-no-me-nal. Creio que é o melhor pedaço de música ao vivo que vi do homem. É incessante. É inesgotável. É imparável. É perfeito.

Reparem na postura, na dança, na voz, na força e energia e acima de tudo reconheçam que se trata realmente de alguém que nasceu com um dom de entreter.

Basta abrirem o Youtube e vêm lá vários vídeos de tributo e tal. Isso é lamelas. O que é bom é recordar do que o homem fazia enquanto vivo. O que o homem era no palco. Porque o palco era a sua casa e a multidão o seu espelho.


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3 estrelinhas com 5 estrelas

Já o disse aqui e até escrevi um post sobre isso e tudo.

Não sou crítico de coisa nenhuma e não aprecio muito os críticos. São inúteis que se alimentam da nossa sociedade de consumismo como uma sanita se alimenta da trampa que lá "depositamos" amigavelmente.

Mas gosto de escrever aqui, de vez em quando, umas opiniões acerca de algum filme que tenha visto porque gosto de ouvir amigos a recomendarem-me filmes.

Assim vou-vos dar o nome de três pequenos filmes que me parecem que passaram por baixo das luzes ofuscantes de outros grandes blockbusters. Isto é, parece-me que na altura em que estes filmes saíram, não tiveram sucesso porque o timming foi o errado.

O primeiro é um filme que saiu à pouco tempo mas acredito que poucos tenham o visto. Chama-se Defiance.



E Defiance, meus amigos, é um filme do catano.
Embora seja sobre judeus, é um filme do catano.

Antes de o ver sempre torci o nariz, porque acho que o Daniel Craig não tem perfil para nenhum papel excepto o de interpretar um trolha das obras. Quem tem cara de ucraniano tem que se sujeitar ao que há.

Defiance fala sobre um pequeno grupo de resistentes judeus lá para os lados da Bielorrússia que decidiram fazer frente aos nazis na 2a Guerra Mundial. O importante é que tudo é baseado em factos reais e como o filme indica, pouco publicitados.

Recomendo por que tem essa faceta do real, embora não sei se as coisas se passaram mesmo assim ou não. Mas têm aquela tensão de sobrevivência e de não querer ajoelhar-se.

Já dizia o nosso amigo Emiliano Zapata: "Mais vale morrer de pé do que viver ajoelhado"


O outro filme é "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" em que o título em português
é "À boleia pela Galáxia".



Este filme foi sempre daqueles que a gente tem na nossa lista mental, tipo "Não Esquecer: para ver um dia mais tarde" mas que nunca acaba por ver. A única coisa que me levou a vê-lo foi uma notícia que estava a ler sobre o GOOGLE em que os criadores do motor de busca foram buscar ao livro algumas ideias para os seus produtos.

É um filme simplesmente fantástico que nos revela o sentido da vida.
Conta com a participação de nomes muito pesados como Helen Mirrer, John Malkovich, Stephen Fry, Bill Nighy e Alan Rickman.

É um filme que contém ideias fantásticas e pontos de vista nunca antes vistos. É daquelas coisas originais que é bom ver no meio de tanto remake e sequelas em Hollywood. Um filme que necessita de tolerância e muita boa disposição.

E por fim indico-vos outra grande originalidade que passou despercebida aos olhos de Hollywood. É o acontece quando não se têm carros andarem depressa e mamonas a saltar.



"Stranger than fiction" é um filme que mais uma vez nos dá uma história nunca antes concebida aos olhos do espectador. Conta com um Dustin Hoffman e uma Emma Thompson a darem as cartas da vida ao não-habitual-em-drama-mas-safando-se-bem Will Ferrell.

Recomendo estes filmes naqueles dias em que não têm nada para fazer.
Não têm que agradecer.

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O2 Arena


Fui no Sábado a Londres.

Como é habitual, a Rainha perguntou-me se queria lá passar pelo Palácio para tomar um cházinho e comer uns scones. Lá tive que fazer a vontade à mulher e pronto, lá comi uns scones (que me dá a impressão que foram comprados no Lidl) e malhei uma superbock, porque não gosto de chá.

Após isso decidi ir ver uma exposição chamada Body Worlds. Trata-se de uma exposição que contém corpos humanos submetidos a uma técnica chamada de Plastinização. Esta técnica permite receber os cadáveres e converte-los em modelos plásticos que não sofrem decomposição. O giro desta coisa é que são removidas vários órgãos ao corpo, nomeadamente a pele (sim a pele é um órgão e não um tecido). O resultado é fascinante e chocante para os mais sensíveis.





Podem consultar toda a informação no site oficial aqui.

A ironia é que a exposição era no O2 Arena, onde daqui a menos de 20 dias o Michael Jackson iria actuar para mim. Contava ir lá ver o Mike e em vez disso fui ver corpos abertos e "nús".

À entrada via-se um memorial dedicado a ele. E todos os funcionários, ou pelo menos a grande maioria andava de chapéu preto e roupa preta em sua homenagem. No interior do recinto (que é tipo um Pavilhão Atlântico) só se viam videoclips e músicas dele.



Curiosamente ali no O2 Arena passa o Meridiano de Greenwich.
Só para caso alguém vos perguntar na rua.

O chato desta coisa toda é que para o O2 Arena só existe uma linha de metro (Jubilee line) e porque o destino gosta de me atormentar, essa linha estava com obras e por isso fechada. Juro, mas juro que passei mais de 2horas para chegar ao raio da Exposição. Tive que apanhar metros, depois um comboio especial, depois fui parar à zona de Greenwich em que nem sequer topei que o Observatório Real de Greenwich (sim Maria, o verdadeiro e oficial) estava ali a 3 passos. Até atravessei um túnel pedante por baixo do rio Thames. Um túnel enorme que metia medo.


estava f%d$do da vida

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painkillers



7

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Pimba na vodka

Regeneração da espinal medula?
Eu?

Hum...
Parece-me que estão enganados.

Eu estudo os efeitos do síndrome de intoxicação etílica.
E faço-o com grande sacrifício em nome da Humanidade e das criancinhas.



Já dizia um amigo meu:
"O que a gente precisa na vida é putas e binho berde. E que venha o binho, porque as putas já cá estão."

Um abraço Rui e Parabéns (com um atraso de 1 mês).

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

In Memoriam


1958 - 2009

Morreu Michael Jackson.

Todos nós sabemos que ninguém é imortal mas nós pensamos sempre que os nossos ídolos irão viver para sempre. Hoje morreu o que foi o meu ídolo musical durante anos.

Diz-se que todos nós nos lembramos onde estávamos no dia em que o Homem andou na Lua, ou quando Elvis ou a Princesa Diana morreram. Eu posso dizer, no futuro, que estava em Cambridge a chegar a casa quando recebo uma mensagem da minha mãe.

"...a Estrela morreu..."

Perante o meu espanto e choque a notícia confirmou-se através da BBC.

Não vou escrever aqui os seus incríveis feitos. Deixo a História escrever as linhas certas. Ninguém pode negar que ele teve um impacto mundial durante mais de 40 anos. Em qualquer lado deste globo acredito que se podem contar pelos dedos de uma mão as pessoas que não conheçam o nome Michael Jackson.

Não haverá nenhum pop-star como ele. Ninguém irá conseguir ultrapassar o seu record de discos mais vendidos (mais de 250 milhões) nem ninguém conseguirá ultrapassar a sua imagem. Nos dias de hoje onde se sacam ilegalmente músicas da net e onde se assistem a shows através do YouTube, nunca mais nenhuma estrela musical conseguirá chegar ao Olimpo onde habitam deuses como Elvis, John Lennon, Frank Sinatra e agora Michael Jackson.

Muita gente gosta de gozar da imagem dele e fazem-se muitas piadas (eu incluído), mas a verdade é que ele influenciou a maior parte dos artistas pop de hoje em dia que todos nós gostamos e admiramos, seja em dança, seja na música, seja no espectáculo. Ele foi a fonte de inspiração a todos esses artistas hip-hop, pop, R&B, etc. Basta olharem para os vossos ídolos e reparem na influência que Jackson foi para eles.

Que atire a primeira pedra aquele que nunca ouviu e curtiu uma música do Michael Jackson. Ele é considerado um génio musical e o King of Pop por causa disso mesmo. Ele influenciou e entreteve gerações e milhões de pessoas. Os jovens do passado vêm agora os seus filhos (ou netos) a curtirem as músicas do Michael Jackson. Ninguém fica parado se uma música dele começa a tocar num club, discoteca ou concerto. É a magia que Jackson deixou neste mundo.

Sinto-me chocado mas não triste. Devo admitir que já não tinha aquela admiração que uma vez tive quando tinha 12 anos e o achava DEUS na Terra. Lembro-vos que durante 12 anos ele não actuou ou fez nada de relevante para o mundo, por isso a minha admiração foi morrendo durante os anos.

Ele voou alto e foi um quasi-Deus, mas acabou por morrer numa fase muito baixa.

Devo admitir que estou triste por não o poder ver ao vivo, principalmente agora que estava tão perto. A cerca de 20 dias de entrar no O2 Arena em Londres e ver o Michael Jackson actuar pela primeira vez em 25 anos, ele "decide" morrer. Sinto que estou a ser frio e incrivelmente egoísta mas qualquer um tem que reconhecer que é um azar do catano. Decidiu morrer agora. Teve 25 anos e 21 dias para morrer...mas pronto. Nunca o irei poder ver ao vivo, embora tenha dito já aqui que não esperava grande coisa do concerto visto o seu estado físico e mental. Sempre senti grandes dúvidas de ver o concerto acontecer. Embora sempre tenha pensado que ele ia cancelar ou adiar, nunca pensei em vê-lo a morrer.

Agora o meu lado negro de conspirações leva-me a dizer que é algo estranho e bizarro que a menos de 20 dias do seu primeiro concerto (13 Julho) que ele tenha morrido.
Suicídio? Outra coisa?
A autópsia irá revelar a verdade.

Desde ao momento que pisou o palco com 5 anos, passando pelo êxito estrondoso nos anos 60 com os Jackson 5, passando pelo êxito imortal e inigualável de Thriller e Bad nos anos 80, passando pelas transformações icónicas da face, passando pelas acusações de pedofilia até agora - o seu último suspiro, Michael Jackson foi e sempre será um deus músical e foi sempre o maior ídolo que alguma vez tive. Asseguro-vos que me irei lembrar para sempre onde estava hoje...

...porque hoje morreu Michael Jackson.

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domingo, 21 de junho de 2009

il padrino...

Eu estava indeciso se havia ou não de colocar o seguinte vídeo. É um pouco ridículo, mas pronto, como só vivemos uma vez, não devemos ter vergonha ou receio de nada. Porque nunca sabemos o que está reservado para amanhã...

Decidi fazer um ensaio do que iria ser o meu aspecto e por isso isto foi feito às 16h30, algumas horas antes do início da festa. Queria praticar e ver se tinha tudo impecável. Estava indeciso sobre certos pormenores. E acima de tudo queria praticar o laço. Nunca fiz um laço na minha vida e o nó foi amigavelmente aprendido com a ajuda do Lourenzo (um italiano de Milão que tem um doutoramento em Literatura Austríaca pela Universidade de Cambridge e que tem o melhor sotaque de inglês que eu alguma vez vi num italiano) e do Youtube. Em cerca de 10 minutos consegui dominar a fera do raio do nó e agora sou exímio em fazer nós de laço. Também sou exímio em cortar unhas.

Apreciem então os desabafos de um pobre (elegante) homem...

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sábado, 20 de junho de 2009

St. John's College May Ball 2009 part V

Após horas e horas de divertimento, no final de cada Ball tira-se a "Survivor's Photo" que como o nome indica trata-se de registar para a memória futuro quem foram os sobreviventes que conseguiram aguentar o baile inteiro sem ir para casa ou adormecer de cansaço num canto qualquer.

O momento oficial para o registo é sempre as 6h da manhã mas como existem sempre centenas de pessoas, por vezes mais de mil, demora-se sempre meia hora só para conseguir juntar o rebanho todo no panorâma da foto.

Eu lá me encontrava com o meu amigo Oscar, um gajo que é uma comédia. Passou uma vez duas horas a tentar limpar a sua janela por fora. É um judeu dos tipos Woody Allen com o síndrome do pessimismo. Tá sempre num stress imenso, mesmo que esteja o dia mais solarento ele arranja sempre maneira de encontrar uma pulga que o esteja a incomodar. É uma comédia mesmo.



Vão poder ver o fotógrafo lá em cima da plataforma a tentar arrumar o pessoal todo para a foto. Demorou mas tenho o registo para a história como participei na melhor festa que a Universidade de Cambridge tem para oferecer. Faço parte da História.




Após a foto lá viemos nós embora. Eu tinha o estilo de Tony Bennett com o meu laço desfeito e com aquele ar de cool que só os grandes senhores podem ter.
À saída do colégio estavam a oferecer o jornal Universitário (Versitas) já com a review do St. John's May Ball. Tipo, o pessoal tinha ido à festa e tinha ido para o escritório escrever as páginas com a opinião do baile. Cum catano. Notícias mais actuais e frescas não podem haver.

À vinda, passámos em frente do King's College e tirámos a tradicional foto de sentar no muro e fingir que estamos a ler o jornal. É tradição também.











E foi assim a 7a Melhor Festa do Mundo inteiro.
E eu estive lá.

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St. John's College May Ball 2009 part IV

Silence Disco é um conceito do catano.

Imaginem o que é entrar numa sala enorme e ver toda a gente aos saltos e a dançar mas não haver qualquer som a ser produzido. Surreal, não?
Pois bem, é o que acontece na Silence Disco em que à entrada são dados uns headphones onde metemos na cabeça e escolhemos 1 estação de entre duas possíveis. Cada estação representa um DJ a colocar música. Se não gostarmos de um, temos sempre o outro como opção.

Imaginem o que é entrar e só ver pessoal aos saltos e inevitavelmente a cantar as músicas que ouvem. Mostro-vos um pequeno vídeo com o pessoal a cantar e a curtir ao som do "Let me entertain you" do Robbie Williams. Conseguem ver os auscultadores pela presença da luzinha verde.

Muito bom mesmo.


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St. John's College May Ball 2009 part III

O fogo de artifício é famoso porque arrasta Cambridge inteiro a alugar punts e ir pelo rio abaixo até ao Colégio para poder assistir. Eu para mim, já vi melhor. Mas foi giro e tinha música e tudo.

Só no fogo de artifício foram gastos 240 mil libras. É cerca de 20% do orçamento total de 1,2 milhões de libras.

Eu com 240 mil libras e uma lata de feijões fazia melhor.
Ah! Ah! Ah!

Reparem que a música é de John Williams esse grande génio e é a banda sonora do Jurassic Park. Aparentemente tornou-se tradição colocar esta música. Ficou bem encaixada.

Apreciem.


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St. John's College May Ball 2009 part II

Já tinha bebido alguma coisa considerável, mas ainda aguentei o carrossel.


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St. John's College May Ball 2009 part I

Como já referi em posts anteriores, após a época de exames aqui na Universidade de Cambridge, há uma semana chamada de May Week onde cada colégio realiza um May Ball que se traduz basicamente numa enorme e luxuosa festa que se realiza no interior de cada colégio.

Agora vocês têm que imaginar que cada colégio aqui, principalmente Trinity e St. John, são exactamente como o colégio do Harry Potter. Na verdade, o colégio que vêem nos filmes do Harry Potter são inspirados aqui nos de Cambridge e Oxford.



Durante esta semana decorreram então as festanças todas. O bilhete para cada Baile custava entre 105 e 150 libras, sendo o St. John's College May Ball o mais caro de todos.



Eu sou daquelas pessoas que gosta de fazer um bom investimento, isto é, para mim não é assim uma boa jogada financeira largar 150 libras para gozar 10 horas de divertimento (20h - 6h). Mas deixem-me dizer-vos que St. John's College May Ball não é uma festa qualquer. Como referi anteriormente, o baile no St. John é considerada a 7a melhor festa do mundo inteiro. E eu, como pessoa especial que sou, fui a essa festa sem pagar nada. Isto só porque sou um gajo porreiro.

Antes de descrever o que foi a festa permitam-me acrescentar que não gosto de festas demasiado exuberantes. Não me gosto de empenhar muito para algumas horas de divertimento. Detesto, por exemplo, das Passagens de Ano. Creio que aquela coisa obrigatória que todos temos de fazer alguma coisa de especial é ridícula e estúpida. É uma pressão que odeio. Sinto que se não fizer nada, que sou julgado brutalmente pela sociedade. E muitas das vezes apenas me apetece ficar em cada e relaxar. Porque para mim, a Passagem de Ano são apenas 20 segundos: os últimos 10s do ano e os primeiros 10s do novo ano. Nada mais.

Mas pronto. Estamos a falar do St. John's College May Ball. A 7a melhor festa do mundo. Não é qualquer coisa.

Quando entro, oferecem logo champanhe.
Do bom.

A partir daquele momento é tudo surreal. E é tudo em exagero.

Imaginem que podem comer tudo e beber o que quiserem. Barbecue, comida da Índia, cerveja jamaicana, burritos, crepes, cocktail de todo o tipo e daqueles que nunca vi, hambúrgueres, cachorros, comida exótica, chá da melhor qualidade, champanhe a escorrer como se não houvesse amanhã, fontes de chocolate, etc. Agora imaginem que podem comer as vezes que quiserem e que podem beber o que quiserem, as vezes que quiser...

Agora imaginem o que é terem acesso a tudo o que é entretenimento. Desde carroceis, desde Laser Quest, desde um simulador espacial, desde dança do ventre, desde música clássica passando por folk e por disco, desde comediantes num palco, desde ter o Calvin Harris (que é um monstruoso sucesso aqui no UK mas eu desconheço), desde ter uma discoteca silenciosa, desde tudo o que se possa gozar numa noite.



É tudo demais para apenas 10 horas de existência.

E razão é que ninguém consegue comer sem parar durante 10 horas, nem ninguém consegue dançar ou experimentar tudo em 10 horas. Temos que parar...temos que relaxar...temos que saborear os momentos...

Aquilo que vi foi um abuso de existência. Aquilo que senti foi que era um insulto aos que não têm nada. Aquilo que comi e bebi foi um insulto aos que morrem à fome e sede...

Eu pegava em bebidas e bebia um pouco, depois via outra e simplesmente largava a que tinha na mão para experimentar a outra. Com a comida era o mesmo. Quando ia pedir um crepe com banana, moragos e "After Eight" alguém sugeriu-me pedir logo dois duma vez só. Eu nem tinha mãos para segurar os dois. Pouco após a entrada no Colégio havia um enorme salão, tipo o salão do Harry Potter que tinha imensas iguarias caseiras, desde doces a pasteis passando pelos salgados...Tudo ali, sem haver restrições. Tudo ali com permissão para pegarmos, dar uma trinca e abandonar logo ali caso não gostarmos. Tudo em excesso.



Os pontos altos do Baile foram o Calvin Harris, o fogo de artifício e a Survivor's Photo.



Sobre o Calvin Harris, embora tenha filmado, não creio que seja necessário colocar aqui os vídeos. Mas irei mostrar noutro post o fogo de artifício e Survivor's Photo.

Creio que após verem o vídeo, seja mais fácil acreditar que foi bastante surreal. Foi uma festa posh com tudo a exibir os vestidos, a classe e a "snobisse". Vi miúdos de 20 anos com cartolas, capas, luvas brancas e bengalas daquelas com uma bolinha de vidro na ponta. Exagerado na minha opinião. Mas provavelmente quando se é um filho de um Lord ou Sir é assim que são criados e educados.

Eu sou de Aveiro catano!



Uma festa alucinante com tudo o que podem imaginar. Imaginem o que é estar ao pé do Cristiano Ronaldo e vê-lo a gastar 100 mil euros em 5 peças de roupa numa tarde. Exagerado não?
Agora imaginem o que é ter uma criança africana a ver-me comer tudo o que posso e a deitar fora comida só porque não me apetece mais ou porque me apetece ir dar uma trinca (uma só para provar) ali nos scones de Wales. É um exagero e fazia-me sentir mal. Mas é uma festa e quando se dá 150 libras por uma noite dessas, tudo é permitido. No entanto, a meu ver (forreta) não compensa dar 150 libras por 10 horas. Porque embora tenham tudo do bom e do melhor e ali de forma a pegar as vezes que quiserem, beberem o que quiserem, comerem o que quiserem, a verdade é que chega a um ponto em que atingimos um limite. Esse limite é quando estamos de barriga cheia que nem podemos dançar, ou quando bebemos demasiado e tamos bêbados e não podemos sequer andar ou quando experimentamos todas as diversões e tamos demasiado cansados para fazer qualquer coisa. O truque é ir gozando a noite a meio gás. Não comer ou beber tudo de uma vez, porque sabemos que a comida vai lá estar sempre durante as 10 horas.



Resumindo, não sei se posso classificar como a 7a melhor festa do mundo, mas que está no top 20, isso deve estar.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jaime Bonde

Eh sempre bom ouvir, ou melhor, ler alguns mails e alguns pedidos pelo messenger para actualizar o blog. A isso tudo so posso dizer: obrigado mae!

Mas, infelizmente terei que adiar para amanha o nosso encontro que tinhamos marcado para hoje. As razoes sao de natureza de festarola...

No entanto tenho muito que escrever, imagens para meter e videos para editar, para que possa descrever a surrealidade que foi ontem a festa de St. John's College May Ball.

Bastante surreal...

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Suicide Sunday

Peco desculpa pela falta de actualizacao. Estes dias sao os mais quentes de Cambridge em termos de festas, noitadas e trabalho neuro-cientifico...
Estou neste momento a escrever num teclado ingles e por isso mesmo nao posso colocar sinais diacriticos nas palavras. As minhas mais sinceras desculpas pelo incomodo.
Prometo tambem na quarta feira a noite tentar actualizar este estamine com videos, fotos e quem sabe algumas palavras de sabedoria...Marcamos assim encontro para quarta feira a noite...
Esta semana eh conhecida como May Ball Week, ou em portugues, Semana dos Bailes de Maio. Antigamente, a Universidade de Cambridge tinha como tradicao recompensar os estudantes, com luxuosos bailes e galas. Eram feitos apos a epoca dos exames, no final do ano lectivo. Agora sao feitos em Junho, mas o nome mantem a tradicao de "May".

Entao a semana comecou oficialmente ontem, domingo, com o chamado Suicide Sunday que significa Domingo Suicida. Isto porque neste dia quase todos os Colleges organizam festas nos seus enormes jardins com bebidas e comida de borla para os estudantes dos colegios. Eu, como pilantra que sou, fui a um sem pagar nada...

Bebeu-se, comeu-se e jogou-se futebol e tudo. Tudo sempre em boa companhia. Apos a festa fui fazer "punting" (andar de barco) com as miudas. Terminei a noite a jantar uma bela pizza italiana.

Amanha preparo-me para o St. John's Ball. O maior e mais prestigiado baile aqui de Cambridge e quem sabe de Inglaterra, ou pelo menos de Aradas. Vou tentar fazer videos. Aguardai com esperanca...

Abracos!

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

joguito...

Games at Miniclip.com - BloxorzBloxorz

Get the block to fall into the square hole.

Play this free game now!!
Completamente viciado...
Não sei o que fazer.

ACTUALIZACAO!!

Codigo para o ultimo nivel: 614955

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sesame Street...

Há uma música que não me sai da cabeça. É daquelas coisas que se ouve e que se tenta saber quem é que canta. Eu ouvi num dos episódios da grande série Scrubs (a que dedicarei um post mais tarde) e ficou-me no ouvido. Fui pesquisar com unhas e dentes quem é que cantava e agora não consigo de parar de ouvir... A minha amiga Rita, que falei no post sobre a Biologia na Universidade de Aveiro, cunhou com o termo "worm music" (acho eu) essa coisa de ouvir uma música uma vez e parece ser uma lombriga que se mete no ouvido e entranha-se no cérebro para o resto do dia.

A música é de Joshua Radin e é uma versão da música da Rua Sésamo. Aconselho a ouvir enquanto lêem o resto do texto. Assim poupam tempo.



Porque o tema da música leva-me a escrever um bocadinho sobre a Rua Sésamo.
Parece-me que nos dias de hoje, os momentos dedicados para as crianças estão cheios de trampa de desenhos-animados. Parece que os desenhos agora são mais simples, mais infantis. Parece que o pessoal encarregue de trazer bom material televisivo simplesmente desistiu e começou a meter trampa para ocuparem os olhos e mentes dos mais novos...

Eu lembro-me de ver um bom Bugs Bunny (com legendas), ou um bom Scooby-Doo (em brasileiro). São desenho animados antigos mas com a magia que não se consegue repetir hoje em dia. Comparem o traço do desenho de um Bugs Bunny com a trampa de hoje dia chamada Pokemon.


Desenho mais concreto, mais objectivo com cores simples mas fáceis de saborear. Há ali uma expressão notória na cara dos personagens.


O que é isto?Eu não sei onde é que começa um bicho e acaba o outro. É muita poluição visual. Muita cor junta, muito bicho estranho. Não há uma mensagem directa e simples para os mais novos.


Reparem só no ridículo deste desenho. Parece não haver curvas. Tudo muito simples, muito recto. Parece que o autor quer desenhar tudo de uma só vez, sem levantar o lápis. Reparem no toque das botas, parece que se fundem uma na outra. Não sei se é uma perna de cada lado e no meio está o "zé carioca" do boneco a pender como um pêndulo.


Bom, mas isto leva-me à Rua Sésamo. Lembro-me de ser puto e ir ver todos os dias o programa. Lembro-me de ver a Alexandra Lencastre, o Victor Norte na companhia dos fantoches. Lembro-me de ensinarem a contar, a escrever com as letras, etc. Lembro-me de ver o programa a esforçar-se para tentar ensinar alguma coisa de bom aos miúdos. Hoje em dia parece que isso se perdeu um pouco. Nem sei porque é que deixaram de transmitir o programa há anos atrás. As audiências não eram boas? Os programas infantis são melhores hoje em dia?

O problema é que pensamos que os miúdos gostam de ver os desenhos de hoje em dia, mas se colocássemos um bocadinho de esforço na coisa, poderiamos produzir coisa muito melhor que a trampa que passa na televisão. Não sei o que é que eles vêem agora, mas sei que uma Rua Sésamo não iria certamente matar ninguém.

Nos EUA "Sesame Street" estreou em 1969, há cerca de 40 anos atrás, ainda estando a ser produzida, tornando-a na série mais longa da História. Em 2006 já tinha arrecadado 106 Emmys (os Oscars da televisão) e tem cerca de 77 milhões de espectadores nos EUA. Ao usar uma combinação de fantoches (criados pelo génio de Jim Henson) com actores reais, a série estimula as mentes mais novas a melhorarem as suas capacidades de visualização e reconhecimento de letras, palavras, aritmética básica, formas geométricas, classificação, solução de problemas fáceis e socialização. Atravessar a rua correctamente, métodos de higiéne e alimentação correctos são alguns de outros exemplos dos objectivos da série, juntamente com o tentar ensinar a lidar com situações da vida real como "divórcio", "morte", "gravidez", "nascimento" e "adopção" bem como lidar com emoções de amor, raiva e ódio. O humor usado na série é bastante apelativo para os mais velhos que assim ficam juntos dos filhos a ver a série, ajudando no processo de aprendizagem. Foram inúmeras as personalidades/celebridades que por lá passaram.

Durante mais de 40 anos este programa ensinou os mais novos e agora ensina os filhos dos pioneiros que viram nascer o programa e talvez ensine os netos desses mesmos. Há que louvar programas e iniciativas assim.

Queria deixar-vos com um clip da Rua Sésamo com o Robert de Niro, mas fartei-me de rir com a dupla Elmo + Ricky Gervais. Brilhante.

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coisa suspeita...

Quando fui até Portugal, no final de Abril, tirei uma foto do avião. E só agora é que vi o que lá estava. Parece falso, mas acreditem em mim que é 100% verdadeiro. À primeira vista não dá para ver muito bem, mas se prestarem atenção lá no fundo conseguem ver alguma coisa de suspeito. Não creio que seja ilusão óptica mas estou aberto a sugestões...






Sim meus amigos. Não estamos sozinhos.
Eu pelo menos não estou. Tenho muitos amigos imaginários aqui comigo agora mesmo. O Capitão Formiga está a dizer para eu me ir deitar. Ele aparece sempre que eu tenho soninho...

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bota saúde...

Tenho 25 anos e nunca me preocupei com o que comia. Apenas não como gajos. Isso é coisa de rabeta e quem é rabeta deve ser empalado. É apenas a minha opinião claro...

Mas porque ainda sou novo, jovem e revigorante não me dá o direito de meter para a boca tudo e mais qualquer coisa sem avaliar o seu valor calórico-nutritivo. Mais uma vez, para aqueles já a mandarem boquinhas mentais, repito que não como gajos. Apenas meninas...daquelas barely legal...(18 anos fresquinhas).

Mas no outro dia, tipo há 5 meses, fui a um pub com colegas do lab e uns amigos meus machos disseram que eu tinha que comer com eles o super mega über double-hamburguer...





O pão está ali para a gente não sujar os dedos ao pegar na carne. Reparem no acompanhamento: batata frita com um molho gordurento.

A comer deste jeito não duro até aos 27...

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Pink Floyd Legacy...



Pois é. Já não bastava terem andado por aqui por Cambridge pessoas como Newton, Darwin, membros da família Real britânica e não só, Crick & Watson (descobriram o ADN), "Dr. House", David Frost (o Frost do filme Nixon/Frost), David Attenborough e José Cid, por aqui também andaram os meninos que mais tarde iriam ser conhecidos por...

...Pink Floyd.

Tanta coisa podia dizer sobre os Pink Floyd. São uma das bandas mais carismáticas do século XX tendo um impacto no mundo da música bastante particular. Lembro-me vagamente de um concerto que eles deram na altura da queda do muro de Berlim. Lembro-me de ver um boneco enorme a mover-se, lembro-me de coisas bizarras mas que agora compreendo que pertencem ao mundo "floydista"...

(Ah! Ah! Ah! floydista...)

Recomendo a verem novamente esse concerto. Vão ao Youtube e admirem o espectáculo. Aconselho também a comprar o DVD do David Guilmour (membro da banda) ao vivo.

Há aqui um pub chamado "The Anchor" que frequento com bastante frequência e que só à coisa de 2 meses descobri que aquele era o pub onde Roger Keith Barret, um dos fundadores dos Pink Floyd, ia com os seus amigos.
À entrada do pub existe uma pequena plaqueta a indicar o seguinte:




Tradução:
"«The Anchor» era conhecido como «Riverside Jazz Bar». Era assim chamado por causa de uma banda local de Jazz que tocava aqui regularmente às sextas-feiras a noite no início dos anos 60. Um carismático rapaz chamado Roger Keith Barrett e os seus amigos vinham, após a escola, com frequência ao pub e sentado no canto quietamente batia o pé ao ritmo da banda de jazz. Notando a sua admiração pelo baterista Sid "The Beat" Barrett, os locais rapidamente baptizaram Roger com a alcunha de "SYD" escrevendo o nome com "Y" para o distinguir. Sid e os seus amigos viriam a tornar-se na lendária banda Pink Floyd e assim marcar o seu lugar na História do Rock."

E agora, para ganharem um pouco de apetite para o DVD do grande David Guilmour, deixo-vos com uma das mais bonitas músicas. Aviso que é preciso paciência para absorver a música. Não é música de rádio que dura 3 minutos e é sempre a bombar..."Shine on you crazy diamond" é como um petisco que tem que ser saboreado durante vários minutos e nunca ser engolido de uma vez só...


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Lunáticos...

Aqui em Cambridge às vezes vêem-se coisas muito estranhas. Matemáticos a falarem sozinhos, um relógio de um milhão de libras, os carros andarem no lado errado da estrada, gajas giras, bom tempo, etc.

Mas no outro dia ia andar na rua e vi um daqueles gajos que está na rua a tocar viola e a cantar. Só que desta vez vi algo um pouco peculiar...

Dois lunáticos a tocarem no sítio errado das coisas.





Um devia de estar no Espaço a tocar e o outro devia de estar no "espaço" para estar a tocar dentro do caixote do lixo.

Ah! Ah! Ah!

(Brutal trocadilho. Podem usar à vontade.)

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óculos...

Desde que vim para Inglaterra no mês de Outubro de 2008 (eish, já lá vão quase 9 meses) sempre tive presente o facto de ter deixado de propósito os meus óculos escuros em Portugal. Pois é. Aprendi com o erro de os ter levado no ano anterior para a Holanda e só os ter usado tipo uma vez durante 10 minutos durante todo os meses que lá estive.

A verdade é que quando fui para Maiorca (sim, lembram-se deste post?) tive que comprar uns, uma vez já não estava habituado a tanta luz e o sol de lá estava a queimar-me a retina. Comprei daqueles que custam 8 euros. Eram bacanos mas infelizmente a minha miúda conseguiu-os partir. Após ter decepado um membro do seu corpo, recompus-me e fui comprar uns novos. Mas pilantra como sou, gosto de fazer um bom investimento. Isto traduz-se em comprar uns óculos que me dêem um ar de garanhão que quando faz sexo com uma gaja, na manhã seguinte sai e faz questão de deixar uma nota de 20 euros na mesinha de cabeceira. Porque para se ser porco, tem que se ser porco até ao fim.

Estive a experimentar uns...







Comprei estes últimos...
Acho que vai bem com o meu novo penteado:



(um abraço ao Max pela coragem)

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horas...

Quando virem um anúncio a uma marca de relógio, reparem nos ponteiros do relógio. Irão ver que estarão a indicar 10h10. Quase sempre é assim. Não sei se a malta da publicidade dos relógios se reuniu numa cave qualquer em Bruxelas e formalizaram assim uma tendência de colocar sempre os ponteiros em forma de "V", a indicar 10h10.

Ou talvez seja a hora da morte de alguém. Mas alegre como sou, gosto de pensar que é para celebrar a hora do meu nascimento. Pois é. Eu nasci às 10h da manhã. Adiciono 10 minutinhos porque era um bocadinho gordinho e demorei um bocado a recompor-me e habituar-me ao novo mundo cheio de luz.

Vão até ao Google e metam "Rolex" e vejam as imagens...Reparem nos anúncios na rua, nas revistas e assim e verão os ponteiros sempre ali, apontar sem descanso, para o momento em que o mundo recebeu a vinda da perfeição. Sim, não sou modesto, sou mesmo perfeito.




PS:Um abraço Branco!

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sábado, 6 de junho de 2009

Biologia em Aveiro...


É com um enorme orgulho que vejo nas páginas do Público e não só, uma notícia fantástica e com impacto nacional (e internacional) vinda da minha querida Universidade de Aveiro. E ainda mais, uma notícia que vem do meu Departamento de Biologia.

Catano!

Mas já não bastava o facto da notícia bombástica vir da minha Universidade e do MEU departamento, o homem por trás da notícia chama-se Manuel Santos e eu tive o prazer de trabalhar com ele num mini-estágio voluntário de 3 meses no Verão de 2006.

Ainda me lembro do laboratório, das pessoas, do enorme frigorífico onde cabem 5 pessoas, do aquário junto aos computadores.
Sobre o Professor Manuel Santos apenas posso dizer que me parece um tipo porreiro, mas como qualquer professor e líder de investigação tem que ter como requisito aquele pequeno pedacinho de "estranho" e "peculiar".

Neste momento tenho lá dois amigos. A grande Rita, ou melhor, Dr. Rita Bezerra e o Dr. João. A grande ritinha é uma pessoa 5 estrelas. Ou melhor, 6 estrelas! É daquelas pessoas que por muito que o tempo passe, havemos de nos encontrar mais cedo ou mais tarde para colocar as palavras em cima da mesa. Eu e ela ainda temos um desafio no ar. Creio que ainda nenhum de nós conseguiu resolver o raio do bicho. Mas Rita, a gente consegue!!!

A notícia em questão traz um título um pouco sensionalista no Público, mas a nível científico, a publicação na Nature (talvez a revista científica com maior impacto mundial) da descoberta arrasta consigo enormes implicações no mundo biológico. E sim, para aqueles que leram a notícia e estão a interrogar-se "porque raio é que fungos é coisa importante para o mundo" concerteza devem enfiar garfos nos olhos. Qualquer descoberta significativa em organismos "insignificantes" (como o leigo classifica) como fungos, moscas e outros micro-organismos fornecem sempre os primeiros passos para uma evolução no ramo da medicina que tem como principal alvo, o Homem.

Sem mais nada para acrescentar, deixo aqui os meus parabéns ao meu departamento de biologia, à minha Universidade e ao Prof. Manuel Santos. Também tenho que deixar um granda beijão à ritinha catano!! Biba à Rita!


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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sir David Attenborough



David Attenborough é uma lenda em todo o mundo. E eu tive a oportunidade de o ver hoje aqui em Cambridge.

Sir David Frederick Attenborough nasceu há 83 anos atrás em Londres. Tem uma carreira de mais de 50 anos apresentar ou narrar programas de ciências naturais da BBC. Foi director de programação da BBC na década de 60 e 70. Ficou mais famoso pelas várias séries "Life", onde durante mais de 30 anos percorreu os quatro cantos do mundo para estudar e apresentar ao público todas as espécies terrestres. Este desafio começou em 1979 e só acabou em 2008 com 79 programas realizados e muito premiados.

Attenborough estudou Geologia e Zoologia aqui na Universidade de Cambridge onde recebe o seu diploma em Ciências Naturais em 1947. Após isso, esperava-lhe uma vida a percorrer montanhas, desertos, grutas, mares e oceanos na busca de poder transmitir melhor um conhecimento do mundo natural.



Embora os seus documentários tenham atingido picos enormes de popularidade nos Estados Unidos, alguns não foram editados em DVD no formato NTSC (formato americano). Curiosamente os documentários que não foram editados nos EUA são os que aqueles que abordavam temas "incomodativos" aos grupos religiosos mais conservadores e a certas posições políticas. São esses documentários:

Life on Earth, onde são examinadas as provas da evolução de Darwin;

State of the Planet;

The Truth About Climate Change, onde são abordadas questões sobre as mudanças climáticas.

Numa sondagem em 2006, Attenborough foi votado como a celebridade que os ingleses confiam mais. Ficou em 10º lugar na lista de "Herois of our time" aqui no Reino Unido. Tem dois fósseis com o seu nome: Attenborosaurus conybeari e Materpiscis attenboroughi e tem também um ouriço cacheiro com o seu nome: Zaglossus attenboroughi.
O seu irmão é o actor/director Richard Attenborough. É o dono do parque do filme Jurassic Park. Richard também realizou o filme oscarizado "Gandhi".

Eu ainda me lembro do Herman José fazer uma caricatura de Attenborough enquanto gozava com os aspectos do povo português.



Devido aos seus 50 anos de carreira a viajar pelo mundo, Attenborough é reconhecido como a pessoa que mais viajou no mundo. Com mais de 24 livros editados e com milhares de km nos pés, David Attenborough trouxe a luz do mundo natural a milhares de pessoas para melhor compreenderem as outras criaturas que vivem nos cantos mais remotos da Terra.



Para mim, Attenborough teve a vida que qualquer um gostaria de ter. Imaginem-se a viajar durante 50 anos pelos lugares mais belos e exóticos e conviver com as criaturas mais fantásticas da Terra, desde os elefantes africanos até aos ursos polares no Polo Norte. Eu bem gostaria de ter assim um emprego. Attenborough é uma lenda, é um exemplo e acima de tudo, é um humanista/naturalista que luta contra a preservação do mundo natural e alerta as mentalidades das pessoas que nós, raça humana, estamos a destruir o planeta.





Hoje tive a oportunidade de "estar" com ele. Ele tinha uma sessão de autógrafos para a sua biografia: "Life on Air". Eu fui à livraria onde ele estava e vi uma fila com mais de 200 pessoas. Além disso, o staff da livraria avisava-me que tinha que comprar o livro (20 libras!) para ser assinado, no entanto que não me garantiam que iria ser recebido por ele visto ter uma agenda muito preenchida. Por isso, pilantra como sou, fui à volta e tirei umas fotos do meu telemóvel. Não é o mesmo que falar e apertar a mão a um sujeito daqueles, mas mesmo que comprasse o livro (20 libras!!), esperasse 1 hora na fila e tivesse a sorte de ele não bazar a meio, apenas teria uns 2 minutinhos para ter o livro autografado, tirar uma foto e trocar um dúzia de palavras.



Talvez ele um dia venha (regresse) a Cambridge para dar uma palestra ou assim. Aí terei mais tempo para aplicar a minha pilantrice e tentar trocar algumas palavras a sério...
Até lá, deixo-vos com este vídeo engraçado, considerado pelos britânicos como o melhor momento dos 50 anos de carreira de David Attenborough.


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terça-feira, 2 de junho de 2009

Memórias vivas...




(com som)

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Barbecue III

Tenho que enfiar aqui qualquer coisa que fuja um pouco aos assuntos sérios e sócio-políticos que postei aqui hoje. Por isso cá vão dois vídeos (não editados) do barbecue de sábado aqui em casa.

Enjoy!




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JohnMySelf



Já o referi em posts anteriores e só não tenho o link aqui no meu blog apenas porque gosto da "aparência simples" do meu blog, sem links, publicidade, imagens, textos ou outras coisas assim.

Mas já vos recomendei darem lá um saltinho visto que sendo meu tio, partilha alguns dos meus geniais genes. Por isso mesmo os textos criados naquela mente, são por vezes excepcionais. E quando são acima de excepcionais, tenho a responsabilidade para aqueles menos atentos e preguiçosos para visitar o dito blog e coloca-los aqui.

É curioso que o post que ele escreveu hoje no seu blog tinha uma parte que eu tencionava escrever já há coisa de uma semana atrás. Só para verem a sintonia intelectual.

Sem mais nada para dizer, deixo-vos com o link e o post.
Apreciem.

Conceito de normalidade... limites, quem os cria?

Há uns tempos atrás a minha girlfriend enviou-me um mail curioso que serve para pensar muito para além do vídeo que a mensagem contêm... Vejam o vídeo com atenção e com som...


Este vídeo é um dos óbvios exemplos do animal social que o Homem é.

Neste caso em concreto, para quem não está a par, trata-se de um vídeo promocional da Mobile 1, uma companhia de telemóveis. São perto de uma centena de bailarinos “infiltrados” numa comum mole humana existente numa, também normal, estação de metro.


O que me fez postar este vídeo aqui, foi a forma como em poucos minutos se resume toda uma sociedade, seus comportamentos e atitudes. Senão reparem:


Quando a primeira pessoa (bailarino) começa a dançar, torna-se alvo de olhares de desdém e mesmo certa repulsa dos transeuntes... “- o homem deve estar maluco, coitado”... imagino alguém a dizer...


Mas quando começam a aparecer mais indivíduos com semelhante comportamento, a coisa começa a mudar de figura e a envolver todos os que passam na mesma conduta...


- dançar.


E porquê? Porque a ‘maioria’ tomou esse procedimento como normal, naquela altura e momento, e se a maioria segue esse comportamento ‘inocente’, ao não o fazermos também, seremos então nós os ostracizados socialmente


Os limites da “normalidade”, sociologicamente falando, são definidos pela maioria, o que não será necessariamente o que é mais correcto e produtivo.


Ora isto é a base de todos os comportamentos. Se o grupo onde estás realiza determinado procedimento, então é porque supostamente é o normal – não necessariamente o mais correcto – e a nova conduta será seguida quanto mais facilmente, quanto mais ‘inocente’ se enquadrar nos conceitos morais e éticos apreendidos ao longo da vida, que obviamente já se encontram enraizados... ou à falta destes... se potenciarem os instintos próprios da espécie que prevalecerem em cada individuo.


E a experimentação social já comprovou que os controles morais e éticos que todos possuímos, podem acabar por ser facilmente ultrapassados se estes forem ‘destruídos’ perante fortes argumentos que promovam os instintos básicos que esses controles sociais tem por função reprimir. A violência é um desses instintos.


A verdade é que o ‘certo’ e o ‘errado’ ou o ‘Bom’ e o ‘Mal’ acabam por ser definições subjectivas e relativas. E os limites de normalidade estão indubitavelmente sujeitos a esta relatividade.


Não existe uma parede aqui e ali que estabelece onde acaba ou começa um determinado comportamento...os limites diluem-se no grupo sendo os extremos aceites desde que em janelas temporais curtas...


E é aqui que, mais uma vez, se encontra a Regra que predefine tudo...a aleatoriedade, e por conseguinte a evolução natural...


Certos comportamentos podem ser aceites ou recusados, de acordo com as condições ambientais, bastando para isso uma aceitação ou recusa de cada vez mais indivíduos, que por sua vez irão aumentar (ou diminuir, conforme o caso) a tal janela temporal.


As Leis e a sua mutação, são o exemplo acabado disto.


Voltando ao processo de construção de um comportamento e à forma como é facilmente possível alterar atitudes com contra-informação, expondo a essência instintiva Humana... Gostaria e poderia dar imensos exemplos para comprovar isso, mas deixo-vos apenas com um dos mais curiosos e controversos:


-A experiência Milgram.


Nesta experiência, pretendeu-se avaliar até que ponto um comum cidadão pode infligir dor e mesmo a morte a outro cidadão em certas condições, nomeadamente, quando condicionados à obediência a uma figura de autoridade válida, como é a de um cientista.


Moralmente, a ciência, no seu estado mais ‘puro’, incute poucas ou nenhumas dúvidas quanto aos seus objectivos, e foi por ai que os promotores da experiência ‘quebraram’ os controles ético/morais dos indivíduos sujeitos à mesma, deixando então, e em aberto, apenas, como reguladores das atitudes, os instintos básicos de cada um individualmente.


A experiencia consistia num indivíduo A (o professor) aplicar choques eléctricos noutro indivíduo B (o aluno). O primeiro teria que travar conhecimento com o segundo, sem saber que este saberia à partida da experiencia e que não iria sofrer qualquer tipo de punição. Após isso, o A, numa sala, iria solicitar a resposta correcta do B, que estaria na sala ao lado. Sempre que o B errasse o A “aplicar-lhe-ia” um choque eléctrico, começando por uma pequena voltagem e tendo como limite a administração de 3 choques consecutivos de 450Volt, uma voltagem que causaria a morte ao B, senão mesmo antes.


O A teria um suposto cientista (o experimentador) a controlar os resultados e que o incentivaria a continuar com a experiencia sempre que este colocasse duvidas durante o desenrolar do teste, perante o aumento da voltagem e os gritos de dor do B, argumentando que a continuação seria de importância vital, não restando outra opção.


Ora, por incrível que pareça e mesmo após algumas variações à experiencia, incluído a utilização de diversos grupos sociais, cerca de 65% das pessoas aplicaram os choques fatais, apesar de todos, em certo momento, levantarem questões quando ao procedimento. Na primeira das experiências, apenas um dos que se recusaram em continuar, o fez antes do choque de 300 Volt.


Dá que pensar...



Existem inúmeros exemplos, mas quem determina os limites (ambíguos) da normalidade, é o grupo e não o indivíduo, e no caso desta experiencia, o facto de estarmos pré-configurados com a noção que a investigação cientifica é primordial, levou a que 65% da população não reflectisse seriamente nas suas atitudes, pensando que os ‘cientistas’ sabiam o que estavam a fazer, passando assim todas as suas responsabilidades para essas pessoas.


Será uma atitude racional e inteligente? Não, definitivamente não. E porquê? Porque, definitivamente, não deveremos ser formigas nem abelhas...é necessário criar interiormente verdadeiras formas de controlo de comportamentos, não deixando a responsabilidade dos nossos actos para outras pessoas... isso é o mais fácil e menos inteligente.


Por causa disso, é que existiu e existe Nazismo, entre outras ideologias que não são benéficas para a espécie. E existe também o Marketing que, não só nos compele a consumir, muitas vezes, futilidades, mas cujas fórmulas também servem para efectuar verdadeiras ‘lavagens cerebrais’ com contra informações que podem ser criadas por grupos de interesse, governamentais, ou mesmo, comerciais.


Por alguma razão o nosso país é um dos mais iletrados do continente Europeu.


Até 1974 a regra era fornecer poucos conhecimentos à população, a 4ª classe era o ‘limite’ de estudos, não era necessário mais, e esse era o lema do Estado, ouvindo-se, ainda hoje, os reflexos de tais politicas, quando muita gente referencia que se sabia mais nessa altura com a 4ª Classe do que com o 12º Ano actualmente... é aliciante e tentador utilizarmos essa justificação para tentar explicar a razão do continuo aumento de adolescentes incapazes de escrever e fazer contas, a bem dizer... de raciocinar.


Uma população inculta é mais fácil de manipular. E, infelizmente, ainda passarão algumas gerações até recuperarmos o tempo perdido, até porque com a falta de rigor das nossas políticas educativas que cada vez mais transmitem conceitos de Educação ‘fácil e rápida’, desvalorizando o Educador Formal (o professor - que infelizmente não pode administrar choques electricos que seriam muito proveitosos em alguns casos), mais tempo passará certamente.

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gosto mórbido...

Devo admitir o meu lado mórbido numa coisa. Gosto de ver as partes "In Memoriam" nos Oscars e assim. Essas são as partes em que são recordados todos as pessoas ligadas à industria a que os prémios se destinam. Como é óbvio, os Oscars conseguem produzir os "melhores" momentos, porque é nesses momentos que verifico quem é que morreu e quem é que eu não vou ver mais na tela. Às vezes é uma surpresa, mas depois temos aqueles grandes nomes que faleceram e que deixaram a sua magia no grande ecrã. Magia essa que será eterna...

Este ano, o "In Memoriam" foi absolutamente divinal, não pelas pessoas que morreram, mas pela montagem, pela música e mais concretamente pela última parte (últimos segundos) onde vemos a despedida final do homem "com os mais belos olhos azuis de Hollywood". É simplesmente mágico o sentimento de nostalgia e saudade que vamos ter, por vermos partir aqueles que admirámos na grande tela. É o momento em que realizamos que os deuses da 7ª arte não são eternos...



Lá dizia esse grande mestre do cinema:

"...the greatest difference between people in this word is not between rich and poor or good and the evil, the biggest of all differences in this world is between the ones that had or have pleasure in love and those that haven't..."

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Ishmael and Isaac



Na sexta feira fui a um encontro da Sociedade Judaica de Cambridge.
Sim, fui jantar com judeus.

Como já tive oportunidade de referir várias vezes no passado, aqui em Cambridge existem Sociedades para tudo; hispânicos, italianos, portugueses, alemães, judaicos, etc.

E tenho que admitir a minha ignorância relativa ao aspecto cultural judeu. Porque raio foram eles perseguidos durante mais de 2000 anos? Porque é que se diz que os judeus conseguem transformar um tijolo numa barra de ouro? Porque é que eles foram perseguidos e massacrados durante a Segunda Guerra Mundial? Porque é que eles massacram os outros agora?

Fui com o Marek e o Maximo. Fomos na companhia da minha miúda e de outra miúda judaica. A rapariga é um anjo. Muito simpática, muito querida. No entanto quando lhe perguntei se o Homem vinha do macaco, ela responde-me que "é impossível o Homem ter evoluido apartir do macaco". De notar que ela estuda Economia aqui em Cambridge. Eu fiquei a pensar que por vezes, o que eu assumo como dado adquirido, comprovado cientificamente e acima de tudo irrefutável pode não ser assumido com tal dogmaticidade por outros.

Devo admitir que foi difícil convencer o Maximo a vir com a gente, porque para eles, e para mim, eles não estão a comportar-se muito bem lá em Israel a mandarem misseis aqueles que lutam com pedras... Mas lá fomos todos. Durante todo o encontro, durante as rezas que eles faziam, durante o tempo em que não se podia falar antes de comer lá o pão sagrado deles, todos nós (o RatPack cá de casa) sempre nos comportamos com respeito que todas as outras culturas e/ou religiões merecem. Nunca gozámos, nunca gritámos "Assassinos" nem coisa assim...

Desde já reafirmo que embora possa não concordar com um credo, posso e tenho a liberdade de opinar (tendo uma base de conhecimento e não arrotar opiniões na sombra da ignorância) acerca do que vi, vivi e experienciei.

Dito isto, posso dizer que para mim, os judeus funcionam como a Máfia. E acrescento que todas as outras religiões funcionam da mesma maneira. Dito de outro modo, a Máfia funciona à imagem da religião.

O que eu vi, li e conversei deu-me dados suficientes para afirmar que o segredo da comunidade judaica é ser um grupo fechado com fortes raízes culturais. Este conceito engloba as suas crenças, as suas regras, as suas filosofias de vida, etc. Os judeus não têm nenhum gene que lhes dê um avanço intelectual/sobrenatural para ter uma queda para o negocio. Afirmar isto é o mesmo que dizer que os Chineses trabalham 20horas por dia porque já nascem assim geneticamente. Nada disso. Tudo se resume ao aspecto cultural. Os chineses trabalham 20 horas por dia porque vivem num país que tem mais de 1/3 da população mundial, porque são "criados" assim, porque ou é isso ou é morrer à fome.

Com os judeus é o mesmo. Eles têm rigorosas regras de conduta. Dou-vos um exemplo do quão fechado é a sua comunidade. Eles incentivam o casamento entre judeus, sendo que um judeu para casar com uma não-judia têm que "empurrar montanhas". O periodo de conversão para o judaismo pode demorar cerca de 3 a 7 anos nos quais podemos não vir a ter sucesso na conversão. Assim, visto que é muito difícil fazer parte deste club exclusivo, torna-se assim mais fácil perceber porque é que eles têm sucesso entre si.

Parece tipo um daqueles clubs em que só os homens podiam entrar. Como se conhecem uns aos outros é mais fácil ajudarem-se entre eles. É um club enorme onde imperam o seguimento rigoroso de regras com base na religião. No Torá existem exactamente 613 Mitzvot que significa o mesmo que "mandamentos". Esses 613 "mandamentos" são divididos em 248 mitzvot positivos (um para cada osso e órgão do corpo humano masculino, de acordo com o Talmude) e 365 mitzvot negativos (um para cada dia do ano). Vêem assim o quão rigoroso são as regras que eles têm que seguir e cumprir. É óbvio que os mais ortodoxos irão seguir as 613 regras rigorosamente enquanto que os judeus mais "soltos" apenas cumprem metade. No entanto estive a falar com um judeu que era ateu e que me dizia que era bastante difícil fugir ao comportamento judaico, tipo às celebrações, ao casar com uma não-judia, ou simplesmente mudar de religião. É algo que é "inserido" na cabeça dos mais novos que assim crescem a respeitar, como em qualquer outra religião, e acreditar naquilo tudo.

Depois temos o conflicto entre Israel e a Palestina. Conflicto esse em que considero ser uns com pedras e areia (os árabes palestinianos) contra os tanques e misseis dos israelitas (judeus). São uns a invadir o espaço dos outros. É como meterem um benfiquista e um portista a viver no mesmo quarto, mas com misseis, bombas, milhares de mortos e mais de 60 anos de conflicto.

Por isso quando recebi um convite para ir ao jantar da sociedade judaica torci um pouco o nariz, mas lá me convenci que seria uma experiência nova e para conhecer o "inimigo" temos que conhecer os seus hábitos e talvez consigamos compreender o que os leva a cometerem as atrocidades que cometem actualmente quando reclamam à força um lugar que lhes foi atribuido, alegadamente, por um Deus há mais de 3000 anos atrás. Sim, três mil anos atrás.



Foi curioso ver a dedicação e as regras que seguem. Rezam antes de comer e não podem falar até comerem o primeiro pedaço de comida. Comem como javardos, no bom sentido, porque mamei comida como se não houvesse amanhã. Como é sabido, os judeus não podem comer carne de porco por uma razão estranha. A comida para os judeus tem que ser Kosher. Isto significa muitas coisas. Por exemplo, no que respeita à carne, eles só podem comer carne que venha de um animal com cascos, tipo a vaca, ou que tenha os "pés em tripé", tipo a galinha, e que regurgite a comida. Pois é. O porco, embora tenha cascos, não respeita a segunda regra de regurgitar a comida, logo, é riscado da lista. Para além disso, não podem comer carne com leite (ou seus derivados tipo queijo) porque consideram que o leite vem do animal e consideram "pecado" cozinhar a carne no leite materno. Por isso nada de Cheeseburguers. Além disso, a matança do animal é feita de um modo específico e tem que ser supervisionado por um Rabi (tipo o padre dos judeus). Assim, a comida que respeite estas normas são denominadas por Kosher (é tipo o selo de garantia da coisa).

Quando me vinha vir embora, vi um livro que dizia: "Conflicto Israel-Palestina: Factos e Mitos" em que abri uma página aleatoriamente e vi diversos "mitos" e as suas alegadas "verdades". Devo acrescentar que os judeus eram retratados como o povo injustiçado e que tinham direito ao seu espaço e que os árabes eram altamente terroristas que matavam e comiam criancinhas judaicas. Os EUA eram retratados como um país justo imparcial que lutava contra o terrorismo cruel contra os judeus.

Mas aposto que já tenho gente desse lado a torcerem o nariz e a chamarem-me malvado por não estar do lado dos Israelitas e estar a ser anti-semita.
Deixem-me acalmar os vossos espíritos e dizer-vos que não sou anti-semita, mas perante os factos que observo hoje em dia no conflicto Israel-Palestina, eu vejo um povo a oprimir o outro com misseis e bombas. Acontece, meramente, que o povo opressor é judaico. Podia ser budista, podia ser o catano, mas por acaso é judaico. Se as minhas visões e opiniões de os chamar de assassinos me rotulam de anti-semita, então deixem-me ao menos apresentar os meus argumentos e direccionar-vos para a bibliografia correcta, onde podem tirar as vossas ilacções.

A religião Judaica é das mais antigas religiões monoteístas (crença num só Deus). Apartir desta religião viria aparecer a religião Cristã e mais tarde o Islamismo. Dou-vos só uma breve noção do que é a religião Judaica:

1 - O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida. Actualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.

2 - A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão (que nasceu onde é actualmente o Iraque) recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (actual Palestina). Isaac, filho de Abraão (que nasceu quando este tinha mais de 100 anos de idade), tem um filho chamado Jacob. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacob dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egipto, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egipto foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam a peregrinar pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.

3 - Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei David (da históriaDavid contra Golias). Após o reinado de Salomão, filho de David, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento da separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

4 - Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Mais ou menos, foi isto que se passou com os judeus. Podem existir (e assumo que existam) alguns dados incorrectos em termos de datas e assim.

Portanto, para fazer assim um resumo da coisa, dou-vos assim uma linhagem da coisa:

Abraão teve uma mulher chamada Sarai. E como era mulher, tinha sempre a mania de se queixar por tudo e por nada. Então fartava-se de queixar que nunca tinha filhos e tal. Ambos pediram a Deus (sim, aquele tipo porreiro que supostamente tem o poder para fazer tudo bom e do melhor) por um herdeiro. Só que nada aconteceu, como Deus já nos vem habituando.

Assim, Abraão teve um filho "bastardo" com a empregada de Sarai - Hagar. Esta empregada (escrava) quando estava grávida fugiu porque estava a ser constantemente mal-tratada por Sarai devido à inveja desta. Só que um anjo mensageiro de Deus apareceu a Hagar (a escrava) e disse-lhe que o filho que ia ter seria "o burro selvagem do Homem" e que estaria em constante luta com os outros".

(agora pergunto eu: mas qual é o propósito de um Deus que diz isto a uma pessoa?De criar um ser humano que viverá em constante luta com os outros e considerado o "burro selvagem"?)

Mas pronto. Hagar lá voltou para casa e com 86 anos de idade, Abraão teve o seu primeiro filho - Ishmael. (decorem este nome!)

Só que como a vida dá muitas voltas e Deus até tem um sentido de humor porreiro, passados 14 anos após o nascimento de Ishmael, quando Abraão tem 100 anos de idade, Sarai põe neste mundo o primeiro filho legítimo de ambos - Isaac. (decorem também este nome!)

Temos assim Ishmael (filho bastardo entre Abraão e a empregada Hagar) e Isaac (filho legítimo entre Abraão e sua mulher Sarai).

Sendo Ishmael filho ilegítimo, Sarai (a mulher de Abraão e verdadeira cabra) ordena a expulsão de Ishmael e da empregada (Hagar) para fora de casa. Bom, após muitos nomes e nascimentos pelo meio e muitas profecias, Ishmael viria a ser considerado o pai (fundador) do Islamismo.


Abraão a expulsar Hagar e Ishmael

O outro filho, Isaac, viria a ter dois filhos gémeos, quando já tinha 60 anos: Jacob e Esau. Isaac é assim o chamado pai (fundador) da religião judaica, embora já viesse de trás desde altura em que Abraão recebe um sinal de Deus para abandonar o politeísmo (crença em vários deuses) e dedicar-se assim a um só Deus. É através de Isaac e dos seus descendentes que a religião Judaica viria a formar-se.

Pondo agora de parte o contexto histórico da religião, vamos passar para as partes práticas e actuais. De acordo com as escrituras sagradas, Canaã é o lugar sagrado (Terra prometida) para os judeus. Foi onde tudo começou e de acordo com o Torá, é o lugar para onde os judeus irão voltar. O problema é que Canaã era um lugar para os judeus há cerca de 3000 anos atrás. Hoje é conhecido por Palestina. O que aconteceu durante esses 3000 anos é que os judeus foram embora, depois fugiram, depois esconderam-se, depois peregrinaram, e finalmente retornaram à Terra Prometida. Só que o problema é que quando o decidem fazer, o lugar está cheio de árabes e mudaram o nome de Canaãe para Palestina.

Até aqui tudo bem. Os judeus consideram a Palestina como o lugar sagrado - Israel. Mas não podiam simplesmente chegar lá e pimba, assentarem arraiais.

Agora vem uma parte pouco falada. Após a Primeira Guerra Mundial, foi criada o chamado Mandato da Liga das Nações. E o que é isto exactamente?

No fim da Primeira Guerra Mundial a Alemanha e o Império Otomano foram derrotados. Os membros da Sociedade das Nações entendiam que os territórios na Ásia e na Africa administrados por estas antigas potências não estavam ainda em condição de passar à fase de territórios independentes, tendo por isso dividido esses territórios entre os membros da Sociedade. Teoricamente pretendia-se preparar estes territórios para a independência (todos os anos os países mandatários deveriam apresentar as medidas que tomavam nos territórios nesse sentido), mas na prática continuaram a funcionar como colónias.

Assim, a Palestina ficou encarregue do Reino Unido.

Com toda a pressão dos judeus, foi criada a Agência Judaica que era uma organização controlava o número de vistos (para entrar na Palestina) dados a imigrantes judeus. Durante a década de 20 a imigração cresceu lentamente, mas com os adventos da perseguição judaica na Europa por parte dos poderes fascistas, tipo o Terceiro Reich, a imigração rapidamente sofreu uma subida enorme. Até cerca de 1943, o Reino Unido, através de medidas politicas, tipo o "Papel Branco", tentou limitar o número de judeus na Palestina. Tudo para não estragar os laços entre o Reino Unido e os árabes. Lembrem-se que o Reino Unido "controlava" a a Transjordania (actual Jordânia), Sudão, Kuwait, os Emiratos Árabes, Bahrain e o Yemen e ainda tinha aliança com o Iraque e o Egipto, sendo que era vital manter o laço Anglo-Árabe em boas condições, entenda-se não chatear os árabes da Palestina.

Devido a este acto, foi criada uma Resistência Judaica. Visava a luta contra os árabes e os ingleses que se traduziam entre atentados com bombas, assassinatos e por aí fora. O Reino Unido fazia de tudo para impedir e restringia o crescimento judeu na Palestina. Após o bombardeamento do Quartel-General Militar Britânico e do Hotel King David, resultando em mais de 92 mortos, a maioria civis, o poder Britânico decide colocar Tel-Aviv sob recolher obrigatório e decide interrogar mais de 20% da comunidade judaica. Com esta imagem negativa, o Congresso dos Estados Unidos que estava ajudar o Reino Unido monetariamente para a sua reconstrução, através do Plano Marshall, decidiu interromper as ajudas monetárias (adivinhem quem é que estava lá no poder monetário americano). O Reino Unido, uma vez que tinha o seu Império fragilizado e sem receber a ajuda monetária dos EUA , decide enviar o problema Palestina-judeus para as Nações Unidas.

Em Novembro de 1947, três mês depois da India ter sido dividia em duas partes (India e Paquistão, com a Caxemira ali no meio sem nexo), a Palestina sofre um partição. Foram criadas dois Estados: um Estado Judaico e outro Estado Árabe, sendo Jerusalem controlado pelas Nações Unidas.

Então a coisa vista assim de cima traduz-se no seguinte:

Temos árabes a viverem nas suas casas na Palestina. Tudo calmo. Tudo como Deus manda. Só que esses pobres árabes não sabiam que viviam no mesmo espaço que foi declarado há mais de 3000 anos atrás como a Terra Prometida para os judeus. Ora bem, temos aqui desde já uma incompatibilidade. Embora sejam árabes a viverem lá, e que nunca mataram ninguém para terem as suas casinhas, vêem uma cambada de judeus a marcharem por ali a dentro enquanto gritam aos céus que aquilo é a terra deles e que é o que se encontra nas Escrituras Sagradas e que por isso é tipo Lei, tipo dogma, tipo verdade absoluta e que quem estiver lá a viver (os árabes) tem que sair à força, com porrada ou com misseis. Portanto é como se agora eu chegasse à vossa casa com uma arma na mão e vos obrigasse a sair porque era o meu direito ocupar a casa, porque um Deus qualquer o disse há mais de 3000 anos atrás. É tão simples e básico como isto.A paz parece estar longe. Pode ser que daqui a uns anos encontremos um diário de uma menina mulçumana qualquer...



Não há aqui duas versões, nem um lado com mais razão que o outro. É uma ocupação ilegal e violenta por parte dos Judeus. Não passa disto. É ter os palestinianos a tentarem defender as suas casas mandando pedras e areia contra os tanques do exército israelita, considerado o exército mais poderoso do mundo (generosamente construido pelo grande e poderoso lobby judeu nos EUA).

É curioso ver que após tanto massacre, após tanta perseguição, após o terror que foi a Segunda Guerra Mundial, os judeus estejam a matar, a construir muros de divisão, a conquistar terreno a um povo mais fraco, mas que nada fez para merecer tal massacre/ocupação. A única culpa dos árabes em sofrerem com misseis e bombas é viverem no sítio errado e terem como vizinhos uma "raça" que parece não ter aprendido nada com o passado.



Mas isto é só a minha opinião.

Tudo por causa de Ishmael e Isaac.


Cordialmente,

João Nuno



Post Scriptum:

Os livros sagrados dos judeus:
O Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado directamente por Deus. Fazem parte do Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Rituais e símbolos judaicos:
Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 dias de vida) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos de idade). Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações. Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

As Festas Judaicas:
As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.


Post Post Scriptum: Devo agora ir a um jantar da Sociedade Islâmica.

Post Post Post Scriptum: Recomendo a seguinte bibliografia: Ir ao Google e biblioteca e ler acerca de tudo o que foi dito, retratado e opinado aqui. Lembrem-se que só com informação (devidamente filtrada) é que se poderá formar uma opinião com fortes bases. Omiti muita matéria devido a motivos óbvios.

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