segunda-feira, 29 de junho de 2009

Man in the Mirror

Estava a falar com uma amiga minha aqui de Cambridge e mostrei-lhe 2 vídeos que agora partilho com vocês. Um vi-o pela primeira vez. O outro já o tinha vista há mais de 17 anos.

O primeiro é um gozo do Jay Leno a uma "entrevista" ao Michael Jackson.
Está porreiro.



O outro é um velhinho vídeo que costumava ver no youtube várias vezes porque me faz recordar os tempos em que tinha 8 anos e via incessantemente uma cassete VHS de um concerto em Bucareste que o Michael Jackson tinha lá dado em 92. Transmitiram esse concerto na RTP2 na altura em que ele veio a Portugal actuar. Creio que a voz-off era o Rui Unas e tudo.

É bom lembrar-me dessas coisas porque curtia imenso por a o vídeo a rodar e pausar a imagem para ver se conseguia imitar os passes de dança. O Moonwalk era coisa obrigatória para mim e só parei quando as meias já estavam rasgadas e a pele a sangrar.

Adorava ver e rever o vídeo, tantas vezes que começou a estragar-se. Mas creio que ainda tenho essa cassete lá em casa perdida. Agora tenho esse concerto em DVD mas a magia perdeu-se "like tears in the rain".

17 anos é muito tempo e passaram a voar. Mas creio que ainda dou um jeito no Moonwalk.
Seja como for, durante estes meses aqui em Inglaterra, vi várias vezes o seguinte clip, porque era a música final desse concerto de 92 em Bucareste (Roménia) e gosto de o ver e ouvir (até converti o vídeo para música) porque está cheio de energia e ritmo. Dá um certo ânimo à alma e é isso que me agrada. Começo o dia melhor e tudo. É como um bom pequeno almoço. Estes eram os tempos em que Michael Jackson era realmente o Rei da Pop.

Do melhor mesmo é a parte final do clip, onde o gajo passa-se e começa a improvisar assim estilo Gospel Pop em que o ritmo não pára. Fe-no-me-nal. Creio que é o melhor pedaço de música ao vivo que vi do homem. É incessante. É inesgotável. É imparável. É perfeito.

Reparem na postura, na dança, na voz, na força e energia e acima de tudo reconheçam que se trata realmente de alguém que nasceu com um dom de entreter.

Basta abrirem o Youtube e vêm lá vários vídeos de tributo e tal. Isso é lamelas. O que é bom é recordar do que o homem fazia enquanto vivo. O que o homem era no palco. Porque o palco era a sua casa e a multidão o seu espelho.


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