domingo, 2 de maio de 2010

cheiros e sabores...



Desde miúdo que fui assombrado por questões universais que acompanharam a evolução da Humanidade. Questões ainda não resolvidas, questões ainda por esclarecer. Muitas vezes a resposta baseia-se mais no instinto humano do que no raciocínio lógico dedutivo.

"Qual é o sentido da vida?"
"Há vida para além da morte?"
"Haverá vida no espaço?"
"Porque é que os peidos cheiram bem para quem os manda, mas nunca para quem os cheira?"

Meus amigos.
Creio que consigo responder à última. Após muita pesquisa e anos de flatulência, estou em condições de fornecer uma resposta plausível. Cá vai...

Quando libertamos um gás, o seu cheiro é aceitável para nós, mas insuportável para os outros que o cheiram. Para surpresa de muitos, a resposta não se encontra no cu, encontra-se no cérebro. Mais concretamente no córtex olfactório primário.

O sentido olfactório está intrinsecamente ligado com a nossa memória. Por isso é que certos cheiros nos fazem relembrar momentos da nossa vida. Por exemplo, o cheiro a pinheiro faz-me lembrar os tempos em que acampava. O cheiro do arroz malandro do Abílio dos Frangos faz-me lembrar o arroz malandro do Abílio dos Frangos....e das vezes que fui lá emborcar fígados para o bucho. Cheiros estão também associados a pessoas, ex-namoradas, familiares, etc.

Então o córtex olfactório primário está conectado com o sistema límbico que é responsável pela memoria e emoção. Por isso é que um perfume de uma ex-namorada traz de volta a memória dos momentos juntos e também os velhos sentimentos...



Então voltando ao assunto em questão, quando libertamos gases, ou quando há movimento nos intestinos, a emoção primária é de alívio. Antes de libertarmos gases, sentimo-nos mal, mas logo após termos enviado o demoníaco gás para fora do corpo, há uma sensação de alívio. É aqui que reside a resposta. Ao longo do tempo, o nosso cérebro foi associando estes cheiros com o sentimento de alívio. A parte racional do nosso cérebro percebe que o gás tem um cheiro mau e que vai incomodar as outras pessoas, mas a parte emocional não deixa de apreciar o cheiro porque cada vez que o cheiramos, imediatamente nos sentimos muito bem.

Por isso, da próxima vez, não se deixem inibir pelas pessoas a volta.
Façam do peido um acto de saúde...


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