terça-feira, 12 de outubro de 2010

English nights...



Os ingleses têm muito que aprender em relação ao álcool. O que se tornou típico neste país em beber em bordoada como se não houvesse amanhã é a regra a seguir. Os típicos ingleses serrafeiros e wayne rooney look-a-likes é uma coisa de meter nojo.

Quando chega o fim-de-semana, parece que a cidade se transforma num circo após as 22h. Animais na rua em forma de humanóides com um cilindro de cerveja nas mãos aos berros para tudo o que o cérebro (ou resíduo cerebral) reconhece como bizarro e engraçado de berrar. São aos magotes os labregos na rua que estão aprisionados semanalmente ao seu ritmo laboral e que quando chega o fim-de-semana se vêem livres para libertarem as suas frustrações em forma de destruição social e dimorfismo sexual.

Este sábado, cometi o erro de sair à noite, mas cedo a saída tornou-se numa saída de campo para estudar os comportamentos sociais de um povo mais educado (pelo menos, em comparação com Portugal). Este povo divide-se em duas partes:

1. Masculino
2. Feminino

O povo masculino tem sempre 3 características em comum:

1. Tatuagens > Se o indivíduo não apresentar uma marca parola no braço é porque a tem escondida no seu corpo cheio de seborreia e suor acídico.
2. Cabelo curtinho e oleoso > Já assumi que a oleosidade vem da chuva e da constante humidade nesta terra.
3. O sotaque > Todos eles têm um sotaque labrego e acentuado em que se recorre sempre ao menor esforço possível para transmitir um berro. Exemplos: Shut up torna-se em Shu-up e isn't torna-se em innit.

As mulheres também partilham das mesmas características com excepção para o cabelo. São tipicamente gordas e pálidas e partilham também o dom de berrar sons extremamente agudos, capazes de rebentar com os tímpanos de qualquer um. O vestuário para as meninas segue a regra: menos parece ser o que as putas recomendam. Então lá as vemos andar com um vestido muito justo amarelo florescente curtíssimo a tentar aguentar as banhas da vaca que se passeia com saltos altos vermelhos (cheio de tropeços devido ao alcoolismo e peso mórbido). As unhas estão pintadas de roxo e têm sempre uma carteira prateada metalizada.

Então, a visita de estudo de sábado a noite terminou com um dos tais babuínos ingleses a fazer uma demonstração do seu civismo no meio de toda a gente. Aparentemente, este macaco deficiente decidiu começar um alegre jogo de dar murros nas pessoas à sua volta. Resultado?

Este:



A diferença entre o nosso povo (e devo incluir o povo espanhol e italiano) é que a gente não bebe até ficarmos violentos. Podemos beber até vomitar (caso dos estudantes), mas beber para começar a andar à porrada com gente é raro. Estes ingleses são frustrados e vivem em constante depressão num país em que o Sol não sorri. Num país onde o frio e chuva são o dia a dia, aprisionando estes pobres mentecaptos num trabalho sem luz natural. Nós, on the other hand, somos um povo cheio de luxos. Onde podemos estender aquele intervalo das 15h30 um pouco mais para tomarmos café na esplanada ao Sol. Onde podemos ir à praia até finais de Setembro. Onde podemos sair à noite mesmo no Inverno quando as temperaturas são toleráveis. Onde podemos conviver com amigos sem termos que recorrer ao álcool em excesso porque já somos um povo alegre. É disso que tenho saudades e é disso que me orgulho em ser latino. O resto, é só a gente aprender a ser feliz e trabalhar com produtividade.

Cada dia que passa me apercebo que a diferença entre o topo da Europa com os outros "3º mundo" é relativa. Ainda há muito que aprender de ambos os lados...

2 Comentarios:

Anónimo disse...

Olá,

partilho da mesma opinião que tu, embora estes espécimems também são avistados por terras lusitanas. Basta dares um pulinho ao Porto ou às docas em Lisboa e encontras algo do género. Não igual, mas assustador ao mesmo nível.

Parabéns pelo blog.
Family guy forever!!!

johnnie walker disse...

Tenho que te dar a razao nesse ponto. As grandes cidades portuguesas sao tambem o palco de muitas vergonhas e muito animalismo...

Abraço